Na 37ª Sessão Ordinária de 2014, fez uso da Tribuna Livre o Sr. Nicolson Ntungulule Cativa que apresentou a todos, fatos importantes sobre Independência da Angola.
Nicolson afirmou que a sua intenção era falar resumidamente sobre a independência de seu país e apresentar como o mesmo está atualmente.
Após se passarem 500 anos do Regime Colonial, onde Angola era uma província de Portugal, no dia 11 de novembro de 1975 o Dr. Antonio Augustinho Neto proclamou a independência de Angola dizendo “Proclamo perante África e ao mundo a independência de Angola”.
Logo após a independência, iniciou-se a guerra civil, que duraram 27 anos, entre o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). No final de 1990, o MPLA decidiu abandonar a doutrina Marxista Leninista e mudar o regime para um sistema de Democracia Multipartidária e uma economia de mercado.
A UNITA aceitou participar do regime novo e concorrer às eleições de 1992, onde o MPLA foi o vencedor. A oposição não aceitou a decisão e retomou a guerra.
Após a morte de Jonas Savimbi, líder do partido UNITA e iniciador desta guerra, o movimento abandonou as armas, sendo que seus militares foram imobilizados ou integrados a base das forças armadas Angolanas e assim todos os movimentos que lutaram pela independência do país africano se concentraram na participação do parlamento e outras instâncias políticas.
O vereador Geraldo Correia (PT) perguntou em que ano os portugueses chegaram a Angola, qual foi o primeiro país a reconhecer a independência e em que ano se assinalou a paz definitiva. Nicolson afirmou que os portugueses chegaram a Angola em 1984, o primeiro país a reconhecer sua independência foi a República Federativa do Brasil e a paz foi definitivamente instaurada em 04 de abril de 2002.
A vereadora Guadalupe Boa Sorte (PSDB) perguntou a partir de que data iniciou o intercambio de estudantes angolanos ao Brasil e qual a importância desta conquista. Em resposta, Nicolson disse que desde antes da guerra existia este intercâmbio, algumas pessoas vinham por conta própria e outras eram refugiadas, mas especificamente na cidade de Lins, desde 2006.
Já o vereador Juninho Soares “Partido Solidariedade” afirmou que admira muito a iniciativa de divulgar a cultura do seu país e que se sente orgulhoso pelo município recebe-los para estudar, pois desta forma terão a oportunidade de voltar para o seu país para exercer suas profissões.
A vereadora Solange Bom Viver (PMDB) perguntou se após o regresso ao país há dificuldades em encontrar emprego. Nicolson respondeu que no país há uma grande facilidade em encontrar emprego, pois falta mão de obra qualificada.
O vereador Durval Marçola () perguntou quem é o atual presidente e há quanto tempo está no poder. Nicolson respondeu que é o engenheiro José Eduardo dos Santos e está a 35 anos comandando o país.
O vereador Aparecido Correia da Silva (PMDB) salientou que assim como outras culturas contribuíram para o Brasil e permanecem até hoje, a cultura angolana também enriquece o nosso país. Por fim, perguntou quanto angolanos existem no estado de São Paulo e especificamente em Lins. Nicolson disse que em Lins são 140 angolanos, já a quantidade estadual ele não tinha essa informação.
O vereador Eduardo Cabeleireiro “Partido Solidariedade” perguntou está a política social em relação ao governo da Angola. Nicolson afirmou que o sistema de governo é partidário, ou seja, o partido eleito forma o seu governo e conduz o país, mas existe também quadro de outros partidos que são convidados a fazerem parte do governo eleito.
Já o vereador Valdecir do Ponto Chic (PSD) convidou a todos os angolanos a participarem da Sessão Solene em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra, 21 de novembro, que será realizada nesta Câmara. Em seguida, perguntou quais são os preconceitos mais evidenciados em Angola. Ele respondeu que o preconceito racial e da homossexualidade são evidenciados com maior frequência, entretanto têm se criado caminhos para lutar contra o preconceito.
O vereador Diquinho (PMDB) perguntou quais eram as expectativas em relação a vinda ao Brasil. Nicolson respondeu que tinha o propósito de buscar uma formação profissional para quando retornar e poder contribuir nas necessidades do país. Suas expectativas eram positivas, pensou que seria bem recepcionado e respeitado e ocorreu.
Por fim, o presidente da Câmara Dr. Marino Bovolenta Jr. (PV) agradeceu a presença do Nicolson e alegou que acha muito importante essa integração cultural.









