A situação de pacientes que viajam, diariamente, a cidades da região para realizarem serviços de hemodiálise polarizou as discussões na sessão da Câmara de Lins, na segunda-feira, 13. Os vereadores criticaram o governo estadual por não se esforçar em oferecer o atendimento na cidade.
Como o procedimento de filtragem do sangue aos pacientes de insuficiência renal é demorado, as viagens tornam-se ainda mais cansativas. Em Lins, a clínica que oferecia o serviço foi fechada por irregularidades.
Nenhuma solução foi proposta pelo governo estadual para evitar as longas viagens. Agora, os vereadores poderão ter a ajuda do Ministério Público (MP). A garantia foi feita pelo promotor público, Dr. Júlio Nascimento ao vereador Roy Nélson (PR). “O promotor pediu que a gente reunisse documentos para o Ministério Público acionar o governo”, informa.
Na semana passada, o vereador denunciou a morte de seis pessoas, que faziam o tratamento de hemodiálise. O fato poderia ter sido evitado, acredita, caso não fosse preciso viajar tão longe. “A cidade acabou virando uma transportadora, ao invés de cuidar da saúde”, critica. “As pessoas fazem hemodiálise o dia inteiro, depois têm uma alimentação inadequada e volta dentro e uma ambulância cheio de pessoas”, relata.
O vereador Dr. Marino Bovolenta Jr (PV), que é médico, confirma o sofrimento de pacientes durante a hemodiálise. “Após uma sessão, se deslocar nessa distância toda, é terrível”, afirma. “Nós vereadores não podemos deixar do jeito que está”, reforça Roy Nélson.
Dr. Marino também acredita em uma resolução do problema mais rápida, caso haja a ajuda do Ministério Público. “Fica na promessa do Estado ajudar e nós precisamos ter o serviço”, diz.
Promissão (30 km de Lins) seria uma opção de evitar os desgastes com as viagens. O município poderá oferecer ter o atendimento no Hospital Geral (HGP). Apesar disso, a vereadora Guadalupe Boa Sorte (PTB) defende que Lins também tenha o serviço. “Na região, são 90 pacientes e metade é de Lins”, cita.









