Ao usar a tribuna durante a sessão ordinária de segunda-feira (27), na Câmara Municipal, o vereador Roy Nelson (PR) fez sérias acusações contra a administração municipal e afirmou que o prefeito Waldemar Sândoli Casadei é o principal responsável por vários equívocos que andam ocorrendo em seu governo. De acordo com o legislador, o maior mandatário da cidade tem deixado a desejar no exercício de sua função por conta de outras tarefas que, segundo Roy, fogem do interesse público.
“Me entristece saber que o prefeito está telefonando para centenas de pessoas, talvez milhares, pedindo voto para candidato (a deputado) de fora e que não tem nenhum vínculo ou compromisso com Lins”, protestou, referindo-se a uma gravação com a voz de Casadei ouvida em várias residências da cidade, no último final de semana.
Revoltado, Roy Nelson chegou a pedir desculpas aos colegas vereadores e à população que acompanhava à sessão (nas galerias ou através do rádio), mas continuou seu protesto. “Senhor prefeito: pare de fazer política e administre a cidade, pois é sua obrigação e o senhor recebe muito bem por isso”, mandou o recado.
Ainda segundo o vereador, o governo Casadei tem protelado a realização de algumas obras cujos recursos foram obtidos por ele (Roy Nelson) com ajuda de deputados aliados, e por outro lado o prefeito insiste em computar para si conquistas viabilizadas por iniciativa da Câmara Municipal. “Cito como exemplo a Escola Técnica do SENAI, que veio para Lins graças ao bom relacionamento entre o presidente desta Casa - vereador Edgar de Souza - e o presidente da FIESP, Dr Paulo Skaf. O diretor da FIESP na região, Aymar Júlio Ribeiro, também se empenhou muito nesse sentido”, disse.
Ao encerrar seu discurso, o vereador em exercício há mais tempo na Câmara de Lins (6º mandato consecutivo) responsabilizou o prefeito por aquela que, em sua opinião, talvez tenha sido uma das maiores derrotas políticas para Lins: a não instalação do Ambulatório Médico de Especialidades no município.
“Perdemos o AME por única e exclusiva culpa do prefeito. Faltou empenho dele (Casadei) nessa questão. Se houvesse mais humildade e articulação política, com certeza o Governo do Estado não teria escolhido a cidade de Promissão para receber essa importantíssima unidade de saúde”, acusou Roy.









