O vereador Roy Nélson (PR) lamentou o fato de Lins não ter conseguido eleger um representante na Assembleia Legislativa, nas eleições de 2010. Para ele, a presença de um deputado estadual ajudaria o município em muitos aspectos. Na sessão desta segunda-feira, 4, Roy Nélson reiterou críticas à administração do prefeito Waldemar Sândoli Casadei (PMDB).
Roy foi o único candidato de Lins a concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ele obteve 28.344 votos, que não foram suficientes para a sua eleição. Somente em Lins, o vereador recebeu 22.134 votos. A quantidade representa 57,97% dos votos válidos de eleitores na cidade.
Apesar do resultado, ele acredita em uma conscientização dos moradores de Lins sobre a importância de um representante do município, em São Paulo. “Não ganhamos a eleição, mas estamos conseguindo devagar colocar na cabeça da população que nossa cidade necessita urgentemente de um representante”, disse. O vereador agradeceu a população pelos votos e a amigos que o ajudaram na campanha.
Um deputado estadual está mais próximo de representantes do governo e pode garantir recursos ao município com mais facilidade, ressalta o vereador. O Ambulatório Médico de Especialidades (AME), que será instalado em Promissão, foi citado por Roy. Ele afirma que a presença de um deputado na Capital Paulista poderia garantir a unidade em Lins e também criticou Casadei por menosprezar a importância do ambulatório.
“Nós vamos sentir o que significa ter o AME a partir do ano que vem e isso muita gente não sabe”, afirma.
Ele também explicou o motivo do voto contrário à criação de dois cargos de diretor na Prefeitura de Lins, além do aumento de despesas. “Quando votei o projeto, deveria ter pedido ao prefeito para pegar esse dinheiro e comprar vários ônibus para começar a levar a população para Promissão, porque a cada dia nossa cidade perde mais”, acredita.
Roy alerta, ainda, que os tratamentos encaminhados pelo AME em Promissão serão feitos no Hospital Geral (HGP) e na Santa Casa de Araçatuba. Com isso, o repasse encaminhado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para cobrir despesas de outros municípios na Santa Casa de Lins poderá ser interrompido. “Quando o atendimento for em Promissão ou em Araçatuba, essa verba não vem mais, porque a Santa Casa não vai atender a cidades vizinhas”, justifica.
Na tribuna livre, citou que projetos conquistados pelo município, recentemente, “são méritos dos vereadores” e não da Prefeitura.









