Para o vereador Marcinho Carnes (PMDB), falta preocupação do município em preservar o meio ambiente. A Prefeitura não recolhe lâmpadas fluorescentes usadas e contraria leis municipais aprovadas pela Câmara, há alguns anos.
A primeira lei foi criada pela ex-vereadora Cleuza Pires, em 2002, e dispõe sobre o descarte desse tipo de lâmpada. Um projeto apresentado pelo presidente da Câmara, o vereador Edgar de Souza (PSB), e aprovado nesse ano, também trata da destinação de lixo tecnológico.
Nessa semana, Marcinho, em uma loja de materiais elétricos, verificou que os comerciantes orientam a descartar as lâmpadas fluorescentes em lixos comuns. A orientação ocorre por não haver recolhimento do material. “O comerciante até perguntou se eu não podia fazer uma lei para fazer a coleta, então verifiquei que há duas leis”, constata.
Mas as legislações não são cumpridas. Os fabricantes não são obrigados a recolher as lâmpadas. “O comerciante deveria receber, armazenar, e depois a Prefeitura fazer a destinação correta”, informa.
O vereador lembra que o município realiza, de forma isolada, a coleta de lixos hospitalares, e deveria recolher, também, as lâmpadas para reciclagem. “Essas lâmpadas em contato com o meio ambiente, além de ser cancerígenas, têm o mercúrio que contamina o lençol freático”, alerta. “Faço um apelo às autoridades competentes para conseguir colocar em andamento esse projeto para que o meio ambiente seja mais cuidado e melhor”, solicita.
Ele sugere a coleta a cada 15 ou 20 dias e campanhas educativas à população. Segundo Marcinho, os comerciantes se dispõem a oferecer um local para receber as lâmpadas, que seriam recolhidas, posteriormente, pela Prefeitura. “Este material é reciclável, tanto o vidro e o alumínio, desde que seja armazenado corretamente”, diz.









