A Câmara Municipal de Lins vai adquirir 30 mil sacolas retornáveis, que serão distribuídas a famílias em projetos sociais da cidade. A ação será realizada por meio do programa “EcoCâmara”, um projeto de sustentabilidade desenvolvido pelo Poder Legislativo desde junho de 2010. As sacolas retornáveis serão uma alternativa a clientes de supermercados. A partir do dia 25 de janeiro, começará uma mobilização na cidade para que as sacolas plásticas deixem de ser entregues.
A conscientização faz parte da campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco”, desenvolvida após acordo firmado entre a Associação Paulista de Supermercados de Lins (APAS) e o governo do estado de São Paulo. Pela medida, as sacolas biodegradáveis ainda serão permitidas, mas deverão ser adquiridas a R$ 0,19. Consumidores terão que levar as compras em sacolas retornáveis ou em caixas de papelão.
A distribuição das sacolas retornáveis foi anunciada pelo presidente da Câmara, vereador Edgar de Souza (PSDB), em entrevista coletiva à imprensa, no final de uma reunião entre representantes de supermercados, para discutir a aplicação do acordo estadual, realizado na sexta-feira, 13, na Incubadora de Empresas. Segundo Edgar, a Câmara também poderá colaborar com brindes, caso seja feita uma campanha em supermercados que contemple consumidores que não se esquecerem de levar as sacolas retornáveis.
Na reunião, organizada pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Lins (Sincomércio), Luiz Carlos Gardini, e pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Lins (ACEL), Pedro Tessaroli, foi discutida formas de avisar a população sobre o fim da entrega das sacolas plásticas. “Vamos cobrar a Prefeitura para entrar financeiramente nessa campanha publicitária”, diz Edgar.
A cidade tem uma lei municipal, de autoria do vereador Roy Nélson (PR), que obriga os supermercados a substituição de sacolas a base de petróleo pelas ecológicas, como as fabricadas com plástico biodegradável ou oxibiodegrádavel. A legislação está em vigor desde março de 2010 e ainda permite a distribuição das sacolas plásticas. O acordo em nível estadual, porém, quer incentivar a utilização de meios retornáveis e não prevê mais a entrega das sacolas.
Diante do acordo, o vereador vai propor a atualização da lei. “É um benefício para a população toda”, explica. Isso significa que há chances de o município proibir com uma lei a entrega das sacolas plásticas, como ocorre em Marília. O acordo estadual não prevê a sanções a quem desrespeitá-lo.
“Estamos levando o compromisso de reformular esta lei”, disse Edgar. “Queremos permitir apenas a sacola retornável ou a biodegradável (que será vendida), com impacto ambiental muito menor”, afirmou.









