Para o vereador Dr. Marino Bovolenta Jr. (PV), autor do projeto que obriga grandes eventos na cidade a oferecer banheiros químicos adaptados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, aprovado na segunda-feira, 6, a medida deve minimizar a falta de opções de lazer para essas pessoas na cidade que muitas vezes são impedidos de participar de eventos, ele lembra, pela falta de acessibilidade.
“Sabemos que dificilmente o deficiente tem acesso a atividades de lazer em nossa cidade”, ressaltou. “Os eventos culturais são feitos no Clube Linense, onde tem uma escadaria, e quando tem uma festa de peão, e são colocados banheiros químicos, nenhum deles é adaptado para deficientes físicos com mobilidade física”, criticou o vereador.
O projeto, votado na última sessão ordinária da Câmara Municipal, prevê que os grandes eventos realizados na cidade tenham, no mínimo, um banheiro adaptado e que a garantia de que isso será cumprido seja feita pelo organizador na concessão do alvará. “É o mínimo que se pode fazer para que o deficiente tenha acesso a espaços de lazer”, afirmou.
Na semana passada, durante o seminário “O Legislativo Passado a Limpo”, organizado pela União dos Vereadores do Estado de São Paulo (Uvesp) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), o presidente da entidade representativa dos parlamentares, Sebastião Misiara, ressaltou aos vereadores sobre a importância da apresentação de projetos referentes que visam à inclusão de pessoas com deficiência.
Segundo o vereador, esse projeto atende à necessidade apontada por Misiara. Ele ainda ressaltou as críticas feitas pela presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Kátia de Moura Paixão, que esteve na Câmara, em dezembro do ano passado. “Ficamos até envergonhados porque poucas coisas são feitas pelo deficiente aqui em Lins”, analisou.









