Os membros do Colvas (Comitê Linense de Vigilância Ambiental em Saúde), que terá a responsabilidade de propor ações de prevenção para a melhora da qualidade de vida da população, tomaram posse numa solenidade na manhã desta quarta-feira, 26, no auditório do Senai.
O comitê foi instituído pela lei municipal 5.667, que entrou em vigor no último dia 5 de junho. Articulado por diferentes setores da sociedade, o grupo formado por 38 pessoas, entre titulares e suplentes, pretende se reunir periodicamente. A primeira reunião de trabalho ainda será marcada.
A iniciativa não deve se restringir apenas a projetos que tenham por objetivo evitar a proliferação da dengue e leishmaniose, segundo o que foi discutido na solenidade.
A proposta é mais abrangente. A ideia é engajar a sociedade, por meio do contato com instituições, para “proteger e melhorar o meio ambiente e promover a saúde humana”, diz um dos artigos da lei.
Para Mauro Ross, eleito presidente do Colvas, após a posse dos membros, as ações discutidas pelo grupo só terão resultado se houver participação da população. “Sozinho, o comitê não vai fazer nada”, afirma. Ele, que é coordenador de Meio Ambiente da Via Rondon, participa como representante do setor de concessionária de rodovias.
Segundo Mauro, o trabalho precisa envolver outros municípios da região. O comitê tem membros de outras cidades, como Maria Elena da Silva, supervisora de saúde, e titular do Colvas pelo escritório da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), em Bauru.
Maria Elena afirmou durante a reunião que, por exemplo, em palestras nas escolas, os alunos não devem ser somente conscientizados sobre como evitar a dengue, mas devem ser, também, orientados a agirem como agentes de controle, isto é, mobilizar outras pessoas.
Ela disse que uma das ações poderá ser no sentido de evitar a proliferação do tipo 4 da dengue em Lins. Esse vírus, com sintomas são de menor gravidade, segundo ela, já teve casos em Araçatuba e São José do Rio Preto. Há uma preocupação da Sucen de que haja registros no próximo verão na cidade.
“Espero que este comitê não seja apenas simbólico, mas atuante porque tem poder de deliberações, tem como trabalhar toda a comunidade e fazer uma ampla mobilização”, afirmou.
Como vice-presidente, assumiu o coordenador de Política Rural e Meio Ambiente, Luiz Paulo Montenegro de Miranda. Na função de secretária do grupo, estará Cássia Letícia Fernandes, titular pela Secretaria Municipal de Saúde. A segunda secretária será Luiza de Fátima Nacamura, da Secretaria de Assistência Social.
Os membros foram empossados pelo presidente da Câmara, Edgar de Souza (PSDB). O mandato é de dois anos.
A Câmara é representada no comitê por Eclesiaste Nogueira dos Santos (titular) e José Aparecido da Motta (suplente). Na reunião, Edgar destacou que a discussão ambiental precisa envolver “propostas para salvar a humanidade”.
As reuniões do Colvas começaram em abril. Participam membros de secretarias e coordenadorias municipais, de órgãos de saúde, de universidades, do setor industrial, de bairros, entre outros. Pela lei municipal, o grupo poderá convidar participantes para prestar assessoria técnica na discussão dos temas. O comitê precisará elaborar um relatório anual ao prefeito, com a descrição e a avaliação das ações realizadas.









