A apresentação de um projeto formal para a utilização da área pertencente à extinta Rede Ferroviária Federal deve acelerar o processo de transferências das terras para o município.
Essa foi uma das conclusões apresentadas ao vereador Geraldo Correia (PT) e ao prefeito Edgar de Souza (PSDB), que tentam a regularização de moradias construídas no local, durante encontro com a superintendente do Patrimônio da União, Ana Lúcia dos Anjos.
Ela pediu à prefeitura que o projeto detalhe as finalidades que serão dadas à área. Um dos objetivos discutidos pelo município é construir mil casas com finalidade social, uma quadra poliesportiva e a disponibilização do espaço para a instalação do Instituto Técnico Federal.
A transferência da área também sanará problemas com a oferta de serviços públicos, conforme ressalta o vereador.
As 30 famílias que moram nessa região não contam com a rede de coleta de esgotos. A Sabesp diz que a área é particular e, por isso, ainda não realizou as obras. O caso foi levado à esfera judicial.
No encontro, que ocorreu na quinta-feira, 21, em São Paulo, a superintendente disse acreditar numa decisão favorável aos moradores, por tratar de uma questão envolvendo saneamento básico.
Geraldo Correia falou do assunto, na tribuna, durante a sessão ordinária da Câmara, nesta segunda-feira, 25. Ele também mostrou imagens de trechos da reunião.
O projeto com o parcelamento de solo, mencionado pelo órgão federal, já poderia ter sido encaminhado pela prefeitura.
De acordo com o vereador, o ex-prefeito Waldemar Sândoli Casadei (PMDB) recebeu a solicitação em 2010. Geraldo afirmou que a administração municipal considerava a proposta um “entrave”, pois havia a intenção de utilizar o espaço para o Porto Seco.
O vereador disse, também, que há o comprometimento de conservar o patrimônio histórico da rede ferroviária.









