Famílias contempladas com as 486 casas do conjunto habitacional “Josepha Caetano Ramos” receberam na manhã de sexta-feira, 28, as chaves dos imóveis, construídos por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Os beneficiados pagarão, durante 10 anos, parcelas que variam entre R$ 25 e R$ 80. Cada moradia tem 42,5 metros quadrados.
O empreendimento, que fica ao lado do bairro Santa Terezinha, foi construído com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). O investimento de R$ 27 milhões deverá beneficiar cerca de duas mil pessoas, com renda familiar de até três salários mínimos, segundo a Caixa Econômica Federal, responsável por gerir o programa habitacional.
Além de dirigentes da instituição, a solenidade reuniu o prefeito Edgar de Souza, o vice-prefeito Rogério Barros, e o vereador Sidnei Ferrazoni, que representou a presidência da Câmara Municipal. Também estiveram presentes os diretores da construtora Pacaembu.
No discurso que fez aos moradores, o prefeito prometeu realizar ações que resolvam os problemas de infraestrutura do residencial. O trecho da rua Nossa Senhora Auxiliadora que dá acesso ao bairro, por exemplo, não é asfaltado. Edgar afirmou que aguarda a liberação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, para a pavimentação.
“O poder público tem o papel de entregar as casas, mas, também, de entregar os aparelhos sociais para essa região toda, que ainda são bastante precários”, disse, em entrevista coletiva à imprensa após o término da solenidade. Ele afirmou que pretende correr “atrás do tempo perdido” depois de ter assumido a administração quando já eram realizados pelo município os processos de avaliação dos cadastros e sorteio dos imóveis.
Deverá ser iniciada, até o final do ano, a construção de uma escola estadual no bairro, em um projeto já garantido pelo governo de São Paulo. Além disso, também está prevista uma unidade do Programa Saúde da Família. Por enquanto, segundo o prefeito, os atendimentos de saúde deverão ocorrer em um imóvel que pertencia à construtora.
Geraldo Luiz Machado de Oliveira, superintendente regional da Caixa, orientou os moradores a recusarem ofertas de venda dos imóveis, que é proibida. Segundo ele, as moradias têm finalidade social. “Nesse momento de euforia, aparecem pessoas com um pouco mais de agilidade e que querem levar vantagem em cima de um negócio, que, para os moradores, é a realização de um sonho”, comentou.
Três moradores foram escolhidos para receber as chaves no ato oficial em nome dos demais mutuários. Um deles foi Eduardo Henrique, que é cadeirante. Ele disse que, até então, estava morando na mesma casa que a mãe. “A emoção é muito grande. Sempre sonhei em ter minha casa. Hoje, graças a Deus, estou realizando meu sonho com a família reunida”, declarou.
Doraci Querino dos Santos também afirmou estar emocionada com o evento. “É uma felicidade participar da festa e obter a chave como está aqui na minha mão”, disse.
Josepha Caetano Ramos, que dá nome ao residencial, morreu, no ano passado, aos 89 anos de idade. A família de dona Angelina, como era conhecida, agradeceu a homenagem. “Era não era nascida em Lins, mas o amor que tinha por Lins era muito grande”, comentou a filha Bernadete, que participou do evento junto com os irmãos Benedita e Mulula
Também acompanharam a solenidade os vereadores Aparecido Correia da Silva (PMDB), Eduardo Cabeleireiro (PR), Geraldo Correia (PT), Guadalupe Boa Sorte (PSDB), Juninho Soares (PR), Roy Nélson (PR), Rubão Massagista (MD) e Valdecir do Ponto Chic (PSD).









