O vereador Roy Nélson (PR) afirmou, na sessão da Câmara desta segunda-feira, 7, que pretende pedir ao governo do Estado de São Paulo a instalação de um hospital regional em Lins. A ideia é engajar prefeitos e vereadores de várias cidades da região nessa proposta.
Segundo o vereador, uma ala do hospital psiquiátrico Clemente Ferreira teria condições de receber a unidade. O local dispõe de 240 leitos desativados há vários anos e necessitaria de uma ampla reforma.
Na sessão, ele mostrou imagens de uma visita feita a essa ala do hospital, na semana passada, que mostram estado de abandono e mato alto. "Se esse hospital fosse instalado ali, não atrapalharia os atendimentos do Clemente Ferreira", afirmou Roy Nélson.
Ele trouxe a discussão ao plenário uma semana após ter criticado o governo estadual por ter descumprido a promessa de instalar o AME (Ambulatório Médico de Especialidades), que, após uma série de reuniões, foi levado para Promissão, em 2011.
"Como perdemos o AME, vamos pedir a instalação desse hospital regional, mas é um trabalho que depende do apoio dos demais vereadores", disse. De acordo com Roy, a ideia já foi apresentada ao prefeito Edgar de Souza (PSDB) e ele se dispôs a marcar uma reunião com o governador Geraldo Alckmin, do mesmo partido, para discutir o assunto.
Ele afirmou que o hospital estadual em Bauru tem enfrentado problemas para atender toda a demanda de 68 municípios e, nesse caso, uma nova unidade em Lins poderia absorver parte desse serviço. Um abaixo-assinado também deve ser elaborado para ajudar nessa proposta.
Na sessão, o vereador disse estar preocupado com uma possível transferência de menores da capital paulista para uma das duas unidades da Fundação Casa. Ele afirmou ter recebido a informação de que os internos que estão, atualmente, em Lins, poderão ser centralizados em apenas uma unidade.
Para ele, a vinda dos menores é acompanhada por muitos familiares, o que, muitas vezes, leva a problemas sociais. Também é cogitado a instalação de um CDP (Centro de Detenção Provisória), mas, de acordo com o vereador, os presos encaminhados para essas unidades aguardam o julgamento para, depois, serem levados a uma penitenciária. Por isso, segundo ele explicou, não representaria preocupações.









