Na sessão ordinária desta segunda-feira (02) foi votado o projeto de Lei Complementar que altera dispositivos quanto a jornada de trabalho dos servidores da educação.
Alguns vereadores mostraram-se contrário ao projeto, que causa opiniões diversas inclusive entre os próprios professores.
O vereador Geraldo Correia (PT), declarou contrário ao projeto, alegando que o mesmo deveria ser discutido entre as partes interessadas, ou seja, entre os professores, e que isso não foi feito, por isso estaria inseguro quanto ao projeto. Argumentou também em relação ao acúmulo de 2 cargos-função que não poderiam exceder a carga de 60 horas semanais, 30 de cada função. “Por mais que seja uma opção de cada professor, a necessidade financeira fará que o professor trabalhe as 60 horas, e isso com certeza causará danos futuros à saúde deles". Votando contrário a alteração.
Na mesma linha de pensamento, o vereador Roy Nelson (PR), se diz contrário ao projeto.
Aparecido Correia (PMDB), defendeu o projeto. De acordo com o vereador a aprovação do projeto inicial foi um erro, votado em janeiro de 2012 no período de recesso em sessão extraordinária. Com esse novo projeto de lei complementar o equivoco cometido na primeira votação será corrigido. No que diz respeito aos supostos prejuízos causados aos professores, ele diz também que isso não aconteceria, pois não existe sequer um professor enquadrado nesse plano de jornada de trabalho, portanto ninguém será prejudicado.
De acordo com Aparecido Correia a carga horária e acúmulo de função, deve ficar a critério de cada um , e que eles tem opção de escolha. Esclareceu ainda que nas 60 horas estão inclusas atividades extra-sala de aula, como correção de provas em casa, entre outras.
A vereadora Guadalupe Boa Sorte (PSDB) se manifestou a favor do projeto, convencendo Sidnei Ferrazoni (PSDB) a votar favorável também.
O projeto foi aprovado com 8 emendas.









