O vereador Roy Nélson (PR) criticou, na sessão de quarta-feira, 8, o prefeito de Lins Waldemar Sândoli Casadei (PMDB) por ter usado carro oficial em um evento do PSDB em São Paulo. Também denunciou o trabalho de funcionários públicos em comitês partidárias, em expediente. Aos dois casos, ele pede acompanhamento do Ministério Público (MP).
Na quinta-feira passada, repórteres do jornal “O Estado de São Paulo” flagraram o veículo oficial da Prefeitura de Lins e de outras cidades, no estacionamento de um evento no Credicard Hall para promover o candidato tucano à Presidência da República, José Serra.
A notícia foi publicada quinta-feira, 1º de setembro, na edição que circula apenas na capital e na região metropolitana de São Paulo. Após ser repercutida pelo Jornal Debate na terça-feira, 8, Casadei afirmou que esteve no evento para entregar reivindicações a representantes da Secretaria Estadual de Saúde.
A justificativa do prefeito gerou críticas de Roy. “Documento a gente entrega na secretaria para protocolar e não no evento”, protestou Roy Nélson. “Qualquer vereador sabe que pedidos têm que ser protocolados na secretaria”, argumenta.
O vereador também citou reportagem da Revista IstoÉ, em que já se esperavam cerca de 450 prefeitos para o evento do PSDB no Credicard Hall. “Eu acho que o prefeito deve ir aos cofres públicos ver quanto ficou a viagem e devolver à população”, pediu.
Para ele, Casadei não devia apoiar a candidatura tucana à presidência. “Esse candidato prometeu o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) para a nossa cidade e levou para Promissão e o prefeito vai lá puxar saco dele com dinheiro público”, critica. Ao caso, Roy pediu acompanhamento do Ministério Público (MP).
Logo após Roy ter criticado o prefeito, o líder do governo municipal, o vereador Aparecido Correia da Silva (PMDB) informou que R$ 120 gastos na viagem foram devolvidos aos cofres públicos. Ele também mencionou que Casadei esteve em São Paulo para obter informações sobre recursos e a respeito do porto intermodal, proposto para Lins.
Roy também disse ter recebido a denúncia de que funcionários públicos prestam serviços em comitês políticos, em expediente de trabalho. “Recebi a informação de que são vários funcionários; não sei se estão de férias ou afastados”, diz. “Me informaram isso e gostaria que verificassem se é verdade ou não”, pediu ao Ministério Público.
O vereador, preocupado, ainda comentou sobre a necessidade de pacientes de Lins precisarem viajar, diariamente, a municípios da região para realizarem atendimentos de hemodiálise. A clínica em Lins foi fechada por irregularidades.
“Tive conhecimento de que seis pessoas que faziam o tratamento já morreram”, afirma. “Enquanto não resolve, as pessoas sofrem e ficam viajando para lá e pra cá para fazer hemodiálise”.









