O vereador Dr. Marino Bovolenta Jr. (PV) manifestou indignação à Casa Civil, do governo federal, por dar aval, segundo denúncia, a uma compra desnecessária do medicamento Tamiflu, usado no tratamento do vírus H1N, conhecido como gripe suína.
A denúncia, publicada pela Revista Veja, no fim de semana, denuncia a compra de mais medicamentos que o necessário, no valor de R$ 34,7 milhões, em troca de uma comissão.
Dr. Marino acusa o governo de criar preocupação nas pessoas sobre a epidemia e, a partir disso, comprar medicamentos desnecessários. “É uma vergonha”, acredita.
“Gastam o dinheiro do contribuinte, inventam uma epidemia que não existiu, apavoram a população, os pronto-socorros e os hospitais ficaram cheios, fizeram gestante tomar vacina, tudo a custo de propina”, critica.
No ano passado, o vereador minimizou a gravidade da gripe ao utilizar a tribuna na Câmara e a classificou como “exagero da mídia”. Com base na reportagem da Revista Veja, Dr. Marino afirma que o excesso de preocupação propiciou a negociação ilegal.
Segundo a reportagem, o ex-assessor da Casa Civil Vinicius Castro teria recebido R$ 200 mil em dinheiro em julho de 2009 como recompensa para não revelar o esquema. Vinicius deixou o cargo, assim que surgiram as primeiras denúncias.
A então secretária-executiva Erenice Guerra, que até a semana passada ocupava o cargo de ministra da pasta, também pediu demissão. Sobre a denúncia do Tamiflu, o Ministério da Saúde contesta e diz que as compras foram realizadas diretamente com um laboratório, sem intermediários. A quantidade, afirma, foi suficiente “para tratar de 14,5 milhões de pessoas”, no valor global de R$ 400 milhões.
“Cada dia é uma notícia. É mensalão, é dinheiro na cueca, é gente brincando e causando pânico na população para comprar remédio de uma multinacional, sem precisar, a custo de propina”, critica o vereador.