A vereadora Guadalupe Boa Sorte (PTB) alertou sobre a falta de campanhas educativas a respeito da reciclagem, na sessão ordinária de segunda-feira, 25. Em Lins, apenas uma tonelada do lixo produzido no município – são 47 toneladas por dia – é destinada à Cooperativa de Resíduos Sólidos de Lins (Coopersol).
A crítica é em relação à grande quantidade de lixo transportada para um aterro sanitário particular em Guatapará, a 250 quilômetros de distância. A cidade, na região RIBEIRÃO PRETO, também recebe resíduos de outros municípios.
O transporte é feito desde 2009, quando o aterro sanitário de Lins foi fechado pela Cetesb. No início, o destino era Onda Verde, próximo a São José do Rio Preto.
Segundo a vereadora, se houvesse uma conscientização maior em reciclar, a quantidade de lixo “exportada” seria menor. Ela reconhece, no entanto, haver dificuldades para mudar os hábitos da população. “Temos que começar a separar o lixo, o plástico, o papel”, comenta.
Além de benefício ao meio ambiente, a reciclagem proporcionaria mais renda aos trabalhadores da Coopersol. “Eles ganham de acordo com o lixo que fica para a reciclagem”, ressalta.
Outra vantagem, aponta Guadalupe, é a financeira. A Prefeitura paga R$ 120 mil, mensalmente, para o transbordo do lixo. A cobrança é feita conforme a quantidade. “Isso custa muito caro. Se menos lixo seguisse para o aterro, o município pagaria menos”, diz.
Ela também lembra que o problema do lixo não é exclusivo de Lins, mas, de todos os países. “É um problema mundial; as cidades já não têm mais onde colocar o lixo que produz”, afirma. Guadalupe citou o caso em que contêineres contendo lixo foram enviados ao Brasil, vindos da Alemanha, um péssimo exemplo de exportação dos resíduos.









