O vereador Roy Nélson (PR) disse que está preocupado com os serviços de transporte coletivo. Segundo ele, se os problemas apresentados pela concessionária Cidade Paraízo levarem a uma rescisão contratual, a população poderá ser prejudicada até a abertura de uma nova licitação e, consequentemente, até a vinda de uma empresa.
Roy disse temer que o município deixe de oferecer os serviços de transporte coletivo, até uma definição. Uma solução ao problema, porém, já estaria sendo discutida. O secretário de Administração de Lins, José Roberto Alves de Oliveira, o Baía, poderia pedir uma carência de 15 dias à empresa, até a substituição por uma nova concessionária.
Se os problemas persistirem e levarem a empresa a deixar de operar no município, também já articula sobre a absorção do quadro de funcionários. Uma nova empresa teria de contratá-los.
Na sessão de segunda-feira, 2, o presidente da Câmara, Edgar de Souza (PSB) trouxe outra informação que aumenta a preocupação sobre a continuidade da empresa. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou irregular o processo licitatório do transporte coletivo.
Roy Nélson sugeriu a discussão sobre o transporte por meio de vans, com algumas linhas. “Não estou dizendo que vai fazer, é apenas uma ideia”, afirmou.
Entre os problemas que afetam os serviços da Cidade Paraízo, estão constantes atrasos e quebra dos ônibus. O vereador relatou que, na semana passada, num dia de chuva, 100 pessoas esperavam um veículo, no terminal rodoviário, e, de tanto atraso, gerou revolta nos usuários.
“Dias atrás, eram 7h, e no meio da rua, em frente à Delegacia Seccional, havia um ônibus parado, quebrado”, contou.
Os atrasos prejudicam alunos de escolas de Lins e trabalhadores. “Eu conheço pessoas que perderam horários de consulta, que estavam esperando o atendimento há mais de 40 dias; tem coletas que perderam o horário de trabalho”, afirmou o vereador Aparecido Correia da Silva (PMDB), líder do governo municipal.
Estava previsto para esta terça-feira, às 14h, uma reunião entre a Prefeitura e a direção da empresa. Os vereadores também participariam. Mas alguns nomes, como o de Aparecido Correia, preferem adotar cautela nas próximas decisões.
“Independente da decisão que será tomada amanhã, tudo isso terá que ser feito com muita cautela”, disse.
O vereador Damião Franco de Souza (PSDB) encaminhou, recentemente, requerimento à Prefeitura solicitando informações sobre o contrato. Uma cópia do documento foi enviada a ele.
Em uma das cláusulas contratuais citados na sessão, é informado que o contrato tem duração de 10 anos, mas pode ser revogado, “a qualquer tempo, quando a concessionária não atender aos termos do contrato”.
Em outro ponto, a empresa é obrigada a apresentar um plano de renovação de frota. Diante de tais exigências, Damião acredita que uma atitude precisa ser tomada com urgência.
“Recebemos inúmeras reclamações, diariamente, dos moradores sobre o coletivo”, afirma.









