Nesta quinta-feira (dia 30), através de seu programa radiofônico Balanga Beiço, o vereador Roy Nelson (PR) levou ao ar uma entrevista com o prefeito Waldemar Sândoli Casadei (PMDB), concedida ao jornalista Silmar Silva Santos (Malinho), onde foi abordada a questão do déficit habitacional na cidade.
Em seu discurso, o prefeito disse “estar estranhando” a polêmica envolvendo a necessidade de o município ceder uma área (terreno) para construção de 400 casas populares a serem financiadas pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). “Não há motivo para tanta preocupação, afinal de contas, durante meu governo estão sendo construídas mais de 2.000 unidades habitacionais na cidade, e que contemplarão todas as camadas sociais”, minimizou o chefe do Poder Executivo. Segundo o prefeito, em nenhuma outra gestão foi realizado tanto. “O maior empreendimento habitacional que Lins já teve foi durante nosso primeiro mandato”, disse, referindo-se às 900 unidades que compõe o bairro Monsenhor Pasetto.
Ao discordar das declarações de Casadei, Roy Nelson lembrou que em outras administrações também foram implantados os bairros Ulysses Guimarães (CDHU Velho), Alto da Boa Vista, Comerciários, Lins V e Lins VI, Paulo Freire (Cohab Crhis) e José Dias dos Santos (CDHU Novo). “De fato, vários conjuntos de casas e apartamentos estão sendo construídos na cidade. Mas somente um deles, os 288 apartamentos ao lado do Jardim Primavera, contempla famílias de baixa renda. E esse novo lote de 400 casas que a CDHU se propôs a construir em Lins atende justamente esse público que tanto necessidade de moradia. Isso justifica a preocupação da Câmara Municipal com relação ao terreno”, justificou o vereador.
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Em maio deste ano, durante sessão ordinária na Câmara de Lins, o vereador Edgar de Souza (PSB) usou a tribuna para informar que “o governo estadual comprometeu-se a construir 400 casas da CDHU na cidade, em área a ser cedida pelo município”. Ainda de acordo com o presidente do Legislativo linense, o anúncio foi feito pelo próprio secretário Silvio Torres (Habitação).
Na ocasião, Edgar revelou que a administração municipal, através do secretário Israel Antonio Alfonso (Desenvolvimento Sustentado), estava empenhada no sentido de apresentar uma área à companhia estatal.
Várias vantagens (para o município e mutuários) foram citadas pelo vereador, entre elas o fato das moradias seguirem o novo padrão estabelecido pela empresa (cômodos maiores, aquecedor solar, etc) e toda a infraestrutura (água, luz, guias e sarjetas) por conta da CDHU. “Além disso, famílias com renda mensal de pelo menos um salário mínimo terão a chance de ter sua casa própria. E quanto às prestações, serão bem mais acessíveis, não excedendo 15% da renda familiar”, disse.









