Preocupado com a incidência das lesões não-intencionais, o vereador Dr. Marino Bovolenta (PV) elaborou um projeto de lei que objetiva prevenir esses acidentes no município. Na sessão da última segunda-feira (dia 1º) o PL 71/2011 foi lido em plenário e agora tramita nas comissões internas da Casa. “Estamos propondo a criação do Programa Adulto Consciente Criança Protegida, que prevê a realização de ações e campanhas informativas no sentido de minimizar esses acidentes entre as crianças linenses”, justifica o médico e legislador.
Dados constantes no site oficial da ONG Criança Segura, instituição de abrangência nacional e que conta com parceiros como a Johnson & Johnson, dão conta de que mais de 5.000 crianças de 1 a 14 anos de idade morrem no Brasil, anualmente, vítimas de acidentes, sejam eles domésticos, de trânsito ou outra natureza. Além disso, mais de 100.000 vítimas não fatais acabam sendo hospitalizadas, sendo que muitas delas permanecem com traumas físicos e/ou psicológicos.
De acordo com o Ministério da Saúde, somente na rede SUS (Sistema Único de Saúde) são gastos cerca de R$ 63 milhões em decorrência dessas ocorrências.
Segundo o projeto, uma das ações consiste em capacitar o maior número de pessoas e equipes (multiplicadores) da causa incentivando a cultura da prevenção, a mudança de comportamento e a conseqüente redução dos acidentes.
Algumas cidades, inclusive, vêm estabelecendo parcerias com a ONG para fortalecer a idéia e apresentar melhores resultados. O município paranaense de São José dos Pinhais é um dos exemplos recentes, onde 550 pessoas indicadas pela prefeitura para participarem de um curso ministrado pena organização não governamental.
Ainda de acordo com Dr. Marino, pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde e Unicef afirmam que quase 1 milhão (830 mil) de crianças e jovens são vítimas fatais de acidentes em todo o mundo. “Por outro lado, estudos apontam que 90% dessas lesões poderiam ser evitadas com atitudes de prevenção. Portanto, não podemos nos acomodar, devemos fazer a nossa parte”, analisa o vereador.









