Na noite de segunda-feira (22), durante a 25ª Sessão Ordinária, os vereadores aprovaram projeto do Dr. Marino Bovolenta (PV) que dispõe sobre a criação do Programa “Adulto Consciente, Criança Protegida”.
O autor da propositura usou a tribuna para justificar a iniciativa, dizendo que “no Brasil cerca de 140.000 crianças com idade até 14 anos são hospitalizadas anualmente, sendo que 6.000 morrem, todas vítimas de lesões acidentais”. Os números são da ONG (Organização Não Governamental) Criança Segura.
Dr. Marino disse acreditar que, a partir da aprovação do projeto – e da sanção por parte do prefeito Waldemar Sândoli Casadei – será possível desenvolver no município campanhas informativas, palestras e cursos visando preparar a população para lidar com a questão. “Foi comprovado que, nas cidades onde campanhas desse tipo foram realizadas, o número de crianças vítimas de lesões acidentais diminuiu sensivelmente”, citou.
Entre os acidentes que mais vitimam os menores que compõem a faixa etária que exige maiores cuidados estão: afogamentos (no ambiente caseiro, como em banheiras e até em baldes), choques em tomadas e aparelhos elétricos, queimaduras (principalmente próximo aos fogões), quedas, engasgamentos (com bexigas, moedas e outros objetos pequenos), brinquedos (que possuem pontas afiadas, etc), parquinhos infantis (play grouds) e atropelamentos, entre outros.
O médico e vereador aproveitou para criticar a falta de fiscalização nos parques de diversões que visitam as cidades do interior. “Falta interesse e uma maior atenção das autoridades competentes nessa questão”, opinou, referindo-se à Prefeitura Municipal, Corpo de Bombeiros, CREA e demais instituições responsáveis pelo setor.
Colaborando com o autor do projeto aprovado, o vereador Edgar de Souza (PSB) comentou que o poder público ainda não se deu conta da importância da prevenção. “Campanhas como essa que o Dr. Marino está sugerindo, realmente apresentam resultados significativos não somente na diminuição do índice de lesões envolvendo crianças, como também representam economia no sistema de saúde, que gasta milhões no atendimento de acidentes”, concluiu.









