O vereador Roy Nélson (PR) criticou, na sessão ordinária de segunda-feira, 5, o comando da Polícia Militar. Ele afirma que a Força Tática de Lins foram designados para trabalhar em Promissão. A permanência deles em outro município tem defasado as ações em prol da segurança pública em Lins.
Roy afirma que essa transferência ocorre desde que moradores de Promissão protestaram ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), durante a inauguração do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), por causa do crescente número de roubos. A PM também tem patrulhado a cidade, com um helicóptero.
Mas, enquanto os índices de criminalidade têm reduzido em Promissão, o inverso ocorre em Lins, de acordo com o vereador.
Na sessão, ele citou o caso envolvendo um aposentado de 72 anos. Ao ouvir um barulho no quintal de casa, o homem decidiu abrir o portão, porém, foi rendido por três menores, que portavam facas. Dinheiro e pertences foram levados da residência.
“A preocupação é em relação a prevenção feita pela Polícia Militar. Com essa ‘transferência’, estamos pagando por isso”, disse. “Esta casa tem que se manifestar para que situações como essa não continuem acontecendo”.
Na opinião de Roy, o governo estadual precisa aumentar o efetivo e não transferir policiais de um município para o outro. “Foi aberto um concurso para contratar 500 policiais, mas se for destinar um para cidade do estado, 145 municípios ainda deixarão de receber um policial”, comenta.
O presidente da Câmara, vereador Edgar de Souza (PSB), também se manifestou sobre o problema e afirmou que será preciso buscar uma resposta junto à Secretaria Estadual de Segurança Pública.
Roy também repercutiu a declaração do prefeito Waldemar Sândoli Casadei (PMDB), que em entrevista coletiva, descartou a cessão de um terreno para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) construir 400 casas.
Segundo o prefeito, uma empresa oferecerá melhores condições que a estatal para a faixa de renda de até três salários mínimos. “Se essa empresa fará as casas por preços melhores, que o prefeito também ofereça um terreno à CDHU, porque tem muita gente sem casa”, disse.