O presidente da Câmara, vereador Edgar de Souza (PSDB), voltou a criticar a Diretoria Municipal de Trânsito por posicionar de forma escondida um radar fotográfico de controle de velocidade. O equipamento foi colocado na avenida Tiradentes, no quarteirão compreendido entre as ruas Vitoriano Borges e 13 de maio, na tarde desta quarta-feira, 16.
Edgar denunciou o problema, na sessão ordinária da Câmara, realizada à noite, a partir do relato de um motorista. Segundo o vereador, depois de vários radares terem sido instalados sem ampla visualização, contrariando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o município havia se comprometido a regularizar a situação.
Os equipamentos visam flagrar motoristas que excedam o limite de 50 km/h em vias como as avenidas Coroados, Minas Gerais, Nicolau Zarvos, Saudade e Tiradentes. Os radares são de responsabilidade de uma empresa contratada pela Prefeitura, por meio de licitação. “Mas não se combate infração cometendo uma outra infração”, lembrou Edgar, durante a sessão.
O vereador exibiu fotos ao plenário que comprovaram a instalação dos radares, de forma irregular. “O prefeito (Waldemar Sândoli Casadei) também não vai admitir esse tipo de coisa”, diz Edgar. Em outras ocasiões, também foram mostradas imagens dos equipamentos.
Ele descartou a possibilidade de a empresa contratada receber uma porcentagem em cima das multas aplicadas, por isso, utilizar-se de práticas ilícitas para fiscalização. Esse tipo de acordo é proibido pelo Tribunal de Contas.
Outro assunto abordado por Edgar é o atraso no pagamento de jovens que trabalham para o projeto “Segundo Tempo”, em Lins. Na opinião dele, o problema não é culpa do governo federal e sim de burocracia na esfera municipal.
Sobre a visita do governador Geraldo Alckmin, na segunda-feira, 14, em que foi anunciado o repasse extra de R$ 6 milhões à Santa Casa, além do acordo que prevê verbas de R$ 400 mil ao hospital, Edgar disse que o evento “sacramentou o trabalho de todos que lutaram por melhorar a unidade”.
A ajuda inicial do governo estadual permitiu o hospital estar, desde setembro, sob a gestão do Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus. A entidade administra mais de 40 hospitais públicos em todo o Estado.









