O parecer técnico do Ministério da Saúde para a construção de um Centro de Controle em Zoonoses (CCZ), apresentado após um abaixo-assinado reiterando o pedido pela unidade, entregue em Brasília, indignou os vereadores Roy Nélson (PR) e Dr. Marino Bovolenta Jr. (PV), na sessão ordinária da Câmara Municipal de Lins, nesta segunda-feira, 12.
O documento recomendou que não seja construído o centro de controle. A avaliação é feita seguindo critérios relacionados ao número de ocorrências de zoonoses, casos de doenças transmitidas por animais, no município e o número de habitantes. O parecer considera a necessidade de instalação do centro de controle em outros municípios, e avalia em quais deles há maior necessidade.
A comissão responsável pelo parecer recomendou que o investimento não seja feito na cidade. “Fomos a Brasília apenas para pedir para liberar o dinheiro, já que já era nosso”, informou Roy. O abaixo-assinado entregue foi assinado por 10 mil pessoas. Ele explicou que uma emenda havia sido apresentada ao orçamento da União, pelo deputado federal Waldemar Costa Neto (PR), e aprovada pelo Congresso Nacional. O recurso destinado ao CCZ é de R$ 250 mil. Segundo o vereador, a verba faz parte das emendas as quais os deputados têm direito.
O parecer, o de número 23 realizado pela comissão neste ano, também foi motivo de crítica de Roy. O vereador analisou que essa quantidade de avaliações demonstra a ineficácia da área técnica do Ministério, e considerou a baixa produtividade dos funcionários do órgão.
Roy informou que comunicou Costa Neto sobre a correspondência, recebida no dia da sessão, e disse que o documento também causou indignação ao deputado. Eles pretendem se reunir com o ministro, Alexandre Padilha, para tratar do assunto. O vereador Dr. Marino relatou que tomou conhecimento sobre o assunto, ao se reunir com o veterinário Roberto Camargo, da Secretaria Municipal de Saúde. Roberto recebeu uma ligação dos membros da comissão que elaborou o parecer técnico.
O vereador afirmou que o projeto do centro de zoonoses será refeito e sugeriu que uma nova visita fosse feita a Brasília, no sentido de pressionar a pasta para a liberação da verba.









