A Câmara Municipal de Lins repassará R$ 250 mil para a Santa Casa de Lins realizar a pintura do prédio e reformar a recepção do hospital. A medida foi anunciada pelo presidente da Casa, vereador Edgar de Souza (PSDB), na sessão ordinária desta segunda-feira, 13, após ter participado de uma reunião com o administrador Frei Francisco, da Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, hoje responsável pela gestão.
A emenda que permitiu o repasse foi assinada por todos os vereadores. O objetivo da entidade é modernizar a recepção, com a proposta de humanizar o atendimento, e repetir modelos seguidos nos hospitais administrados pela associação. Em todo o estado, são cerca de 40.
Para Edgar, o hospital está seguindo o projeto de reestruturação e tem recebido recursos que permitem as propostas de melhorias. No final do ano passado, o governo estadual liberou a primeira parcela de R$ 800 mil. Na semana passada, o administrador se reuniu com o secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, e recebeu a informação de que serão liberados R$ 1 milhão para obras e equipamentos.
Edgar ainda comentou sobre os recursos repassados por solicitações de deputados federais, como os R$ 493 mil obtidos por Waldemar Costa Neto (PR) e mais R$ 200 mil, de Vaz de Lima (PSDB), após pedidos de vereadores. Em novembro de 2011, um leilão em prol da Santa Casa arrecadou R$ 150 mil que possibilitará a compra de um gerador de energia.
"É um processo importante que é lento, mas estamos dando passos importantes”, avalia o vereador, que também citou reunião recente em São Paulo, onde discutiu a renegociação da dívida do hospital com a CPFL, estimada em R$ 460 mil.
A reestruturação ainda permitirá o projeto de instalação de um curso de medicina no Unisalesiano, que teria a Santa Casa como hospital escola. De acordo com o vereador, um professor com doutorado foi designado pelo diretor da universidade, padre Jair Marques, como coordenador de um projeto pedagógico para o curso.
O reconhecimento do curso pelo Ministério da Educação (MEC) depende da oferta de 500 leitos cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, a associação que está a frente da Santa Casa já disponibilizou outros hospitais para fazer parte do projeto. “Se o MEC viesse hoje, a Santa Casa estaria reprovada”, admite Edgar. No entanto, as mudanças permitiram, em breve, uma avaliação favorável, ele acredita.
Após o projeto ser enviado a Brasília, a avaliação é feita em até seis meses. O reconhecimento oficial, no entanto, pode levar até quatro anos.
Ainda segundo Edgar, é intenção do hospital contar com três plantonistas durante o dia, e dois à noite. Hoje, há apenas dois no total. Antes, a dificuldade era ainda maior, pois havia horários em que faltavam esses profissionais. Ele também informou que duas freiras franciscanas, do Rio de Janeiro, enfermeiras, passarão a atuar no hospital e ajudarão no processo de humanização do atendimento.









