O vereador Dr. Marino Bovolenta Jr. (PV) apresentou relatório referente ao primeiro mês de atividades do Disque Idoso e avaliou que o atendimento oferecido pelo serviço “está indo muito bem”. Desde o mês de janeiro, quando foi implantado pela prefeitura, foram recebidas 21 denúncias envolvendo maus-tratos a idosos.
O serviço passou a existir no município após tornar-se lei municipal um projeto do vereador, aprovado na Câmara em outubro do ano passado. Os dados disponibilizados durante a sessão da última segunda-feira referem-se ao período compreendido entre os dias 23 de janeiro e 23 de fevereiro.
O Disque Idoso contabilizou 37 registros de violência, entre maus-tratos psicológicos, abandono, negligência, violação dos direitos, abuso físico e outros tipos, não especificados pelo relatório. Esse número é maior ao de denúncias recebidas, pois há casos em que idosos eram vítimas de mais de uma violência. “É um serviço que não está parado, ele funciona, está com resultado e o município precisava desse serviço”, afirmou o vereador.
As denúncias apuradas pelo serviço, após uma visita ao idoso, foram encaminhadas a órgãos da cidade, para a resolução dos problemas. A proposta é que o Disque Idoso também funcione como ouvidoria e seja utilizado para avaliação da qualidade dos serviços públicos oferecidos a pessoas idosas.
O vereador ainda destacou a atuação da assistente social Denizete Pontes Perin, a frente do projeto. Ele disse ter se reunido recentemente com Denizete, que lhe detalhou algumas das denúncias. O caso relacionado a um casal de idosos foi o que mais lhe surpreendeu. “Eles ficavam sozinhos e a vizinhança ouvia gritos”, relatou o vereador, que comentou a respeito dos questionamentos que começaram a aparecer, em razão de que a cuidadora que trabalhava naquela casa só costumava vir em poucos horários.
Os gritos não tinham qualquer motivação com abusos de familiares ou da cuidadora. “Ela (Denizete) constatou que o mau-trato era da própria velhinha ao marido, que tinha um chicote”, disse. “A mulher estava com demência e não estava responsável por seus atos. Ela recebeu tratamento e os dois estão vivendo bem”, comentou.
Em outro caso, uma mulher vivia em um quarto que não tinha banheiro no fundo de uma casa e acaba fazendo suas necessidades fisiológicas no próprio local. “Isso causava incômodo e era uma situação que perdurava há muito tempo”, contou. A idosa acabou encaminhada ao Asilo São Vicente de Paulo.









