A vereadora Guadalupe Boa Sorte (PSDB) fez comentários durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Lins, nesta segunda-feira, 19, a respeito da nota obtida pelo município de 4,53, na escola de 0 a 10, no Índice de Desenvolvimento do SUS (IDSUS). Apesar de criticar a forma como foi feita a avaliação no país, ela considerou relevante a divulgação do índice.
“Esse índice mostra que o acesso e a qualidade dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde) são um grande desafio”, afirmou. “Esse novo índice deve ser um instrumento para que os gestores, secretários e prefeitos identifiquem as fragilidades da saúde e que corrijam esses problemas”, comentou.
Em relação à nota obtida pela saúde na cidade, lembrou que trata-se de um problema nacional, pois “apenas 0,1% dos municípios brasileiros conseguiram atingir nota superior a 8”, ressaltou.
O estudo, realizado pelo Ministério de Saúde, diagnosticou a saúde em três áreas: primária (unidades básicas de saúde), secundária (hospitais) e terciária (exames de alta complexidade). A vereadora analisou a afirmação da secretária municipal de saúde, Cláudia Nunes, que, em entrevista, justificou a nota baixa por causa dos problemas na Santa Casa.
“Como a Santa Casa não realiza cirurgias, exames, concordo que ficou zero para a atenção secundária, uma vez que a gente não conseguiu realizar esses atendimentos, durante o tempo de crise no hospital e isso afetou muito a nossa nota”, afirmou.
Guadalupe, porém, discordou do argumento da secretária de que a nota geral foi prejudicada pela situação do hospital. “A atenção básica não depende da Santa Casa”, disse, criticando números baixos de exames de mamografia e de papanicolau e no tratamento de saúde bucal. “São exames simples que custam pouco e tem efeito grande na prevenção de doenças graves”, comentou, acrescentando que é preciso o envolvimento dos profissionais de saúde com a responsabilidade social.
Para a vereadora, um dos problemas na saúde municipal é a falta de funcionários concursados. “Na saúde, a gente precisa de funcionários efetivos, que cresçam na profissão”, acredita. “É um ponto que precisa ser pensado. Não dá pra fazer com saúde com funcionários que estão de passagem”.









