Os problemas de infraestrutura no cemitério São João Batista em Lins ainda não foram solucionados, criticou o presidente da Câmara, Edgar de Souza (PSDB), na sessão ordinária desta segunda-feira, 26. Familiares que visitam túmulos têm tido dificuldade para circular entre as vias internas do cemitério.
“As ruas estão intransitáveis, a situação é assustadora. Não dá para imaginar uma família tendo que enterrar seu ente querido naquela situação”, disse o vereador, que apresentou fotos comprovando a má conservação. O problema é mais alarmante em dias de chuva, mas mesmo no “calor, a situação é estarrecedora”, atacou o vereador.
Edgar também informou a falta de equipamentos para os coveiros realizarem os enterros. A intenção dele foi pressionar a prefeitura por soluções. O vereador também apresentou uma solução para o problema, por meio de uma parceria com a Via Rondon.
A empresa, que é concessionária da rodovia Marechal Rondon, propôs doar a sobra de asfalto para consertar as vias internas. “Isso resolveria o problema”, comentou Edgar. “Acho um descaso da prefeitura”, afirmou o vereador Dr. Marino Bovolenta Jr. (PV).
O vereador Durval Marçola (PTB), que havia reclamado da situação no mês de fevereiro, lembrou que pede providências há pelo menos seis anos. Ele denunciou que o Cemitério da Saudade também é alvo de reclamações, por causa de falta de limpeza. Marçola ainda ironizou o porque de a prefeitura não ter resolvido o problema: “morto não vota, fazer o quê?”.
Roubos e furtos registrados no cemitério São João Batista foram novamente citados pelo vereador Roy Nélson (PR).
Na mesma sessão, Edgar alertou a secretaria de administração do município para problemas que servidores municipais podem enfrentar, caso a prefeitura não envie à Câmara até a quinta-feira desta semana projeto tratando da revisão anual desses funcionários. O prazo é para que haja tempo de os vereadores analisarem o projeto na segunda-feira e, sendo este aprovado, encaminhado para publicação até o dia 7 de abril.
“Porque senão os servidores só poderão receber a recomposição de janeiro até o período da lei, não poderá pegar a inflação do ano anterior”, explicou. “A Justiça já se manifestou claramente. (A lei) tem que estar promulgada há pelo menos 180 dias antes das eleições”.
Para ser votado o plano de carreira dos servidores municipais, o município precisaria atender o mesmo prazo. Se o projeto for apresentado, mesmo dentro desse período, o Legislativo só faria a votação com amplas discussões, devido a sua importância.
Outros assuntos ainda foram tratados por Edgar. Ele citou a retomada das obras de asfalto no bairro Bom Viver, avanços no processo para que seja liberada a escritura aos moradores do bairro Teisuke Kumassaka, a liberação para o município regularizar uma área em que famílias viviam irregulares próximo ao Tangará – na área, serão instaladas as ligações de água e esgoto nas casas –, e a liberação dos recursos para a construção de uma nova ponte sobre o córrego Campestre na rua 7 de setembro, conquistada após reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB).









