O vereador Roy Nélson (PR) disse que não teve a intenção de criticar as assistentes sociais do município ao abordar, no mês de março, denúncias sobre moradores de rua em uma praça da cidade. Depois da declaração, profissionais discordaram das afirmações feitas pelo vereador. Em sessão ordinária na Câmara Municipal, na segunda-feira, 9, ele explicou que o seu objetivo foi uma atuação maior das assistentes.
“Não fiz pronunciamento nenhum criticando a classe de assistente social, mas fiz uma cobrança do trabalho”, afirmou. Roy informou ter se reunido com as profissionais para tratar dos problemas na praça da Igreja Dom Bosco. O vereador havia denunciado que muitas pessoas têm sido ameaçadas por andarilhos na praça e também relatou que moradores do Jardim Linense são perturbados por atendidos no Lar Bom Samaritano.
Roy voltou a dizer que o número de assistentes sociais da prefeitura é insuficiente para atender a demanda de serviços. Ele também explicou que as denúncias apresentadas na Câmara foram baseadas em relatos de “senhoras que, quando termina a missa, querem sentar num banco”, mas reclamam de “cheiro de urina”. Também foi comentada a agressão por meio de pedradas registrada na praça, na semana passada.
A situação das famílias que residem no conjunto residencial Franco Montoro motivou mais críticas do vereador. Para ele, além de reclamações em relação ao tamanho dos apartamentos, de 36 metros quadrados, e a defesa de que moradias populares são melhores do que os prédios, por possibilitar ampliações, outro problema tem sido o registro de ocorrências policiais.
“Nós tivemos na segunda-feira passada mais uma tentativa de linchamento naquele local. Através de levantamentos nos meios policiais, verificamos que um cidadão foi agredido por 15 elementos. No desespero de se ficar livre das agressões, ele se escondeu atrás da mulher grávida de seis meses que também foi agredida”, relatou. “A polícia quando vai àquele local, está proibida de ir sozinha, tem que ir, no mínimo, com duas viaturas”, resume.
Roy ainda sugeriu que seja feita uma legislação impedindo as famílias de assinarem contratos sem antes conhecer os locais onde vão irão morar.









