Autor de um projeto de lei, aprovado em 2008, que permitiria a distribuição gratuita de sinal de internet à população, mas que ainda não foi colocado em prática, o presidente da Câmara, Edgar de Souza (PSDB), acredita que sua ideia poderia ter sido viabilizada pela prefeitura, caso fosse implantada aos poucos.
A sugestão dele é que a internet tivesse sido disponibilizada bairro a bairro, considerando o alto custo do projeto. No sábado, 21, o “Tem Notícias”, exibido pela TV Tem, mostrou que a intenção da medida era transformar Lins em uma cidade digital e informou que a população espera pelo benefício.
Na reportagem, Edgar disse que cidades vizinhas como Promissão e Pirajuí conseguiram implantar internet de graça gastando pouco. Ele também tratou do assunto na sessão ordinária da Câmara, na segunda-feira, 23.
“É difícil ver que cidades menores que a nossa, como Promissão, Pirajuí, Sud Mennucci com orçamentos menores, com mais dificuldades financeiras que nosso município, já têm esse tipo de projeto”, afirmou.
A reportagem também exibiu uma entrevista com o coordenador de modernização da prefeitura, Celso Aparecido Martins dos Santos, que afirmou que a implantação do projeto depende de recursos financeiros. Na sessão, Edgar relatou ter ido várias vezes a Brasília onde buscou verba para essa finalidade nos ministérios da Comunicação e de Ciências e Tecnologia.
Ele também se referiu a uma reportagem do Fantástico que revelou irregularidades na licitação de um município para a disponibilização da internet e afirmou que existem dificuldades para se conseguir recursos. “Aqueles municípios que querem de fato implementar esse projeto não conseguem”, criticou.
Edgar defendeu que ações de inclusão digital devem ser prioridades do município. “Hoje a inclusão digital tem o mesmo peso que há 20 anos tinha a inclusão na educação”, comparou. Mas, para ele, além de oferecer a internet, seja pela distribuição do sinal por tecnologia sem fio ou por telecentros, é preciso ensinar a população. Pela proposta do vereador, laboratórios de escolas municipais poderiam ficar abertos à comunidade, com a presença de monitores.
Ele também criticou a localização do Acessa São Paulo, programa do governo estadual, que oferece salas de acesso à internet. Em Lins, o projeto está instalado na Incubadora de Empresas. “Tem que ser nos bairros, na periferia”, acredita. Isso faz que a sala de Lins tenha um dos menores índices de freqüência no estado, segundo ele. Promissão, por ter um fluxo de pessoas maior, já conta com dois espaços.
Outro assunto tratado pelo vereador na sessão foi a diminuição das diárias da prefeitura, que, de acordo com ele, prejudicará principalmente os motoristas da Secretaria Municipal de Saúde, que viajam diariamente para transportar pacientes a Bauru, Jaú e Botucatu. “Houve redução de mais de 60% do valor de diária”, informou. A diária é utilizada por esses funcionários para alimentação.









