O presidente da Câmara, Edgar de Souza (PSDB), homenageou numa sessão solene na sexta-feira, 18, os 45 anos do Cemic (Centro do Menor e Integração na Comunidade), cujos alunos integram projetos como o Menor Aprendiz e Zona Azul, além de participarem de cursos de capacitação.
Edgar, que em sua adolescência estudou na instituição, lembrou de cursos da qual fez parte e ressaltou que foi por meio do Cemic que conseguiu o primeiro emprego. “Tenho orgulho de ter sido aluno do Cemic”, disse. “Este projeto transformou a vida de muitas pessoas”, afirmou. O centro atende a 395 pessoas.
A solenidade ocorreu na própria instituição, no bairro Ribeiro, algo que rendeu elogios à Câmara das autoridades presentes e de membros ligados à instituição por aproximar o Poder Legislativo da comunidade. “Hoje acontece algo muito significativo, a Câmara veio para o bairro, para o povo”, frisou, na solenidade, a irmã Antônia Brioshi, presidente da Inspetoria Imaculada Auxiliadora, que esteve ao lado da diretora do Cemic, Irmã Maria Nilda Cavalcante Rangel, na entrega de uma placa pelo aniversário da entidade.
Irmãs salesianas que fazem parte da história da instituição e algumas das pessoas que deram início ao projeto receberam da Câmara um brasão de armas do município. Caso de Sidney Schwindt, 66 anos, morador do Rio de Janeiro e aposentado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão ligado ao Ministério da Cultura. Quando tinha 21 anos, ainda estudante do quarto ano de pedagogia, integrou o grupo de 40 universitários da FAL (Faculdade Auxiliun), que diagnosticou problemas sociais do bairro Ribeiro e, a partir desse trabalho, desenvolveu o projeto.
Os estudantes haviam sido desafiados a elaborarem a iniciativa por Mário Altenfelder Silva, que esteve na inauguração do Cuepmas, um centro de estudos pedagógicos da FAL, cujo apoio deu corpo à ação. “Fazíamos parte de movimento estudantil e só isso para nós não bastava”, contou Sidney, que afirma ter percorrido 145 municípios do país para implantar iniciativas semelhantes. Meire Careno, Giselda Oliveira Aguiar e Dalva Maria Teixeira da Cunha também receberam a homenagem da Câmara.
Em seu início, em 1967, o CEM (Centro de Estudos do Menor), como era chamado, recebeu o apoio da Funabem (Fundação Nacional para o Bem Estar do Menor) e da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. Para se ter noção de sua importância, uma reportagem sobre o projeto foi publicada pelo Le Monde, famoso jornal francês, segundo contou Irmã Nilda.
Segundo ela, no início as atividades com os moradores eram desenvolvidas nas ruas do bairro. Depois, foi cedido um terreno pela prefeitura. Em 1972, com sua atuação estendida, passou a se chamar Cemic, e indicar também “a integração na comunidade”. O centro passou a ser um órgão de extensão universitária da FAL, num convênio assinado em 1976. Há dezesseis anos, tornou-se independente.
Essa homenagem, para a diretora do Cemic, “é uma resposta” ao trabalho que vem sendo feito na instituição. Também prestigiaram a vice-prefeita Keiko Obara Kurimori, secretários e diretores municipais, e o padre Carlos Roberto Santana da Silva. Houve ainda a apresentação do Coral Musicantus, do Unisalesiano/Auxiliun.









