As instituições envolvidas no atendimento a alunos com deficiência, matriculados na rede municipal de ensino de Lins, se reuniram na manhã desta sexta-feira, 15, e avaliaram as atividades desenvolvidas nos últimos meses.
O núcleo de atendimento educacional especializado “Elizabeth Guedes Chinali” se iniciou, em maio de 2010, com professores contratados pela prefeitura. Desde setembro de 2011, um convênio com o Unisalesiano possibilitou ampliar o projeto.
As áreas de fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, pedagogia e educação física, por meio de 44 estudantes, passaram a fazer parte. “Pudemos aprofundar o atendimento, além da questão pedagógica, que é obrigação do município oferecer”, afirma Kátia de Moura Graça Paixão, diretora do núcleo.
“Isso veio a acrescentar um trabalho que atenda melhor as necessidades de cada aluno com deficiência”, explica. As 90 crianças e adolescentes matriculados contabilizam cerca de 130 atendimentos mensais.
Os universitários recebem uma bolsa integral pelo estágio. Esse benefício é custeado numa parceria entre a Prefeitura, que paga 75% do valor da mensalidade, e a Câmara, que assumiu os 25% restantes.
Depoimentos feitos por alguns dos estudantes, durante a reunião, mostraram o envolvimento deles com o núcleo. Para Kátia, o estágio será um diferencial em seus currículos.
“Estamos formando futuros profissionais que vão fazer a diferença, porque, hoje, quando falamos de educação inclusiva é muito difícil ver, no município de Lins e até na região, profissionais que tenham uma formação voltada para essa área”, ressalta.
Essa característica também foi destacada pelo presidente da Câmara, Edgar de Souza (PSDB). “Estamos construindo profissionais muito além dos conhecimentos técnicos, mas que vão sair extraordinários seres humanos”, disse. Ele também afirmou ter percebido um avanço em ações que visem à educação inclusiva no município.
Reitor do Unisalesiano, o padre Jair Marques de Araújo relacionou o estágio dos alunos no núcleo com o papel que a universidade deve ter na sociedade. Disse ainda que a ideia pode ser levada a outras unidades da instituição.
A secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Golmia e a supervisora de ensino da pasta, Denise Rocha, e coordenadores dos cursos também estiveram no encontro.









