Os projetos de prevenção ao uso de drogas e de assistência a dependentes químicos não podem ficar restritos a ações policiais e internações. Coordenador geral de projetos estratégicos da Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) do Ministério da Justiça, Robson Robin da Silva defende que a formação profissional deve fazer parte desse processo.
“A maior vulnerabilidade que um ser humano tem é não ter um projeto de vida por não ter o que fazer ou por falta de saber fazer alguma coisa”, afirma. Para ele, alguém que passe por um tratamento numa clínica de recuperação, mas, ao deixar o local, torna a se deparar com os mesmos problemas em sua vida, continuará vulnerável às drogas.
Políticas como essa foram tratadas por Robson numa capacitação, realizada na manhã desta terça-feira, 17, na Câmara Municipal de Lins. O evento, organizado pela Prefeitura e pelo Conselho Municipal sobre Drogas, deu seqüência às ações discutidas numa conferência municipal, realizada no dia 20 de junho.
A proposta foi orientar autoridades municipais e profissionais que atuam na comunidade em projetos estratégicos junto ao Ministério da Justiça.
Entre os que acompanharam o evento, estiveram o presidente da Câmara, Edgar de Souza (PSDB), os secretários municipais Alcindo José Checon (Assistência Social), Cláudia Nunes (Saúde) e Maria Aparecida Golmia (Educação), e o titular da DISE (Delegacia de Investigações sobre Drogas), João Pandolfi.
O coordenador da Senad também ressaltou a necessidade de policiais militares trabalharem em conjunto com centros de atendimento, como o Caps (Centro de Atenção Psicossocial) e Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
A ideia, explica Robson, é que ações sejam desenvolvidas em ambientes onde houve apreensão de droga, por exemplo. “A polícia é a porta de entrada de problemas, tem que conhecer o chefe do posto”, diz. “Eu percebi aqui que o município tem uma boa estrutura de assistência. Estamos aprofundando as estratégias para tirar o melhor proveito disso”, afirmou.









