A necessidade de um contingente maior de policiais militares visando intensificar ações de patrulhamento voltou a pautar a discussão dos vereadores de Lins, justificada, dessa vez, por um vídeo divulgado na internet em que uma briga entre mulheres terminou em arremessos de garrafas em frente a uma boate.
O vereador Roy Nélson (PR) mostrou as imagens da confusão durante sessão ordinária da Câmara, nesta segunda-feira, 1º de abril. Para o vereador, esse fato evidencia problemas de segurança pública que poderiam ser evitados com a presença de mais policiais nas ruas.
“A Polícia Militar é preventiva, é para não deixar acontecer. Se falta contingente, vamos solicitar mais policiais. Não aceito o argumento de que pelo número de habitantes, os policiais são suficientes”, afirmou.
O vídeo disponibilizado no Youtube, e compartilhado em diversas redes sociais na internet, mostra a briga que aconteceu no sábado, 30, nos altos da rua Floriano Peixoto, em meio a uma grande aglomeração de jovens.
São quase cinco minutos de imagens, possivelmente gravadas por meio de um celular (até a manhã desta quarta-feira, o vídeo contava com 3.772 visualizações).
De acordo com o vereador Juninho Soares (PR), os jovens que têm se reunido nessa região não participam das festas realizadas pela boate. Ele explicou que eles decidiram reunir-se ali porque foram dispersos de outro local por policiais.
A perturbação de sossego, devido às músicas altas e brigas, é constantemente alvo de reclamações de vizinhos. O vereador Rubão Massagista (PPS), que mora próximo à boate, disse é que comum encontrar garrafas quebradas e muita sujeira.
Roy Nélson cobrou uma fiscalização maior da PM e do Conselho Tutelar nesses locais. Na semana passada, ele havia relacionado a falta de efetivo à atuação da ronda escolar. O tema também foi tratado nesta semana. “Temos brigas quase todos os dias na porta das escolas e viaturas paradas porque não têm policiais para dirigir”, ressaltou.
As reclamações de abusos durante os jogos Pré-Intermed, que reuniram na cidade dois mil estudantes de 11 faculdades de medicina, também foram mencionadas pelo vereador. Ele afirmou que, apesar de comerciantes terem registrado um faturamento maior por causa da competição, festas que adentravam a madrugada tiraram o sossego de muitas famílias. “Ninguém tomava providências”, reclamou.









