A criação de uma semana municipal para debater e prevenir a violência nas escolas, aprovada pela Câmara na segunda-feira, 10, permitirá uma discussão mais ampla sobre o assunto, na opinião do vereador Geraldo Correia (PT), autor da proposta. O objetivo é realizar a atividade em torno do Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro.
“Sabemos que a escola é o segundo ambiente onde as crianças vivem, e servem não só para adquirir conhecimento, mas também para aprender a viver em sociedade e exercer a cidadania”, argumentou.
Ele afirmou que o encontro realizado no último mês de maio para debater os casos de violência e de tráfico de drogas em escolas teve explicações sobre projetos de melhoria na rede estadual de ensino. Para ele, porém, o evento não alcançou uma discussão mais aprofundada com outras instituições.
Geraldo voltou a falar sobre os problemas ocasionados pela presença de estudantes de diferentes situações sociais em um mesmo local, como o preconceito. Ele acredita ser importante o desenvolvimento de ações, em sala de aula, que propiciem a reflexão sobre diferentes temas.
“É importante o Legislativo estar preocupado com a sociedade futura para que se possa discutir essa questão com mais facilidade”, ressaltou.
A votação do projeto motivou uma série de apontamentos de outros vereadores sobre a atual situação das escolas. Roy Nélson (PR) disse estar preocupado com os registros de agressões envolvendo alunos e professores. Também destacou a necessidade de reforçar aos estudantes os deveres que eles têm na sociedade.
Sidnei Ferrazoni (PSDB) enfatizou que a situação não pode ser generalizada. Em reuniões com a direção da escola estadual Fernando Costa, onde um menor foi aprendido, recentemente, por tráfico de drogas, ouviu que a maioria dos alunos não apresenta problemas.
Outro projeto aprovado na sessão, proposto pelos vereadores Marino Bovolenta Junior (PV) e Durval Marçola (PTB), limita a área às margens do Rio Dourado para a residências e áreas de lazer. A iniciativa atende a um abaixo-assinado, com 58 moradores dessa região, para evitar a instalação no local de clínicas de recuperação para dependentes químicos.
Os vereadores também liberaram a utilização, pela prefeitura, de R$ 204 mil para o recapeamento asfáltico de várias ruas da cidade e R$ 47 mil visando à ampliação do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) Irmã Beatriz de Barros Leite, no Parque das Américas.
Foi adiado, novamente, o projeto do Mario Vieira da Silva (PSDB), o Ziza, que visa à realização de sessões solenes exclusivas para cada homenageado que receber o título de Cidadão Linense. Pelas normas atuais, as próximas sessões seriam coletivas.









