Os vereadores de Lins aprovaram nesta segunda-feira, 19, a criação de um projeto destinado ao acolhimento de crianças e adolescentes. A Casa Lar receberá 10 menores em cada uma das duas residências. O objetivo da iniciativa será aproximar o atendimento a uma vivência familiar.
O projeto contará com a figura da mãe social, que ficará responsável pelas atividades desenvolvidas no local, e será acompanhada por outros profissionais, como assistentes sociais e psicólogos. A seleção desses trabalhadores ficará a cargo da Comunidade Educacional para o Trabalho, que também receberá recursos para administrar a Casa Lar.
A ideia já é adotada em outros municípios. Em Lins, terá também a função de absorver o atendimento realizado pela Cacal (Centro de Atenção à Criança e ao Adolescente de Lins), na Vila Alta. Alvo de críticas pelas suas condições estruturais, a entidade deixará de funcionar.
Durante a votação da proposta, os vereadores Aparecido Correia da Silva (PMDB) e Geraldo Correia (PT) destacaram que o projeto poderá crescer futuramente. Essa nova forma de acolhimento será apresentada, oficialmente, em um evento na quinta-feira, 22, às 14h, na Câmara, pela gerente de proteção social do município, Geisa Vasconcelos Lemos Mattosinho.
Outro projeto aprovado pela Câmara é a concessão do título de Cidadão Linense ao superintendente da Sabesp na região, Antonio Rodrigues da Grela Filho. A sugestão, votada em regime de urgência especial, foi apresentada pelo vereador Mário Vieira da Silva (PSDB), conhecido como Ziza.
A discussão em torno da criação de 120 cargos de agentes comunitários de saúde foi adiada por 10 sessões, a pedido do presidente da Comissão de Justiça e Redação, vereador Roy Nélson. A CJR apresentou parecer contrário à medida.
Análises elaboradas por consultorias jurídicas apontaram irregularidades na efetivação de 42 trabalhadores que passaram por processo seletivo e treinamento e a abertura de concurso público para o preenchimento do restante das vagas. Segundo o parecer contrário, para essa finalidade o município deve realizar um processo seletivo público por tratar-se de um trabalho por tempo indeterminado.
Segundo o vereador, a prefeitura prometeu apresentar outro projeto em substituição à ideia em tramitação.
Dois projetos foram lidos em plenário, mas ainda não têm previsão de serem votados. Um deles, de autoria do vereador Valdecir do Ponto Chic (PSD), propõe proibir a identificação de veículos, documentos e próprios públicos municipais com logomarcas ou símbolos que identifiquem uma gestão específica. Outra propositura é referente à liberação de R$ 25 mil à Secretaria Municipal de Negócios Administrativos.









