Os gastos previstos em alimentos pelo posto do Corpo de Bombeiros, em Lins, para serem consumidos até o final do ano, foram considerados “abusivos” pelo vereador Roy Nélson (PR), na sessão da Câmara, na segunda-feira, 19. Ele disse ter recebido denúncias de moradores que acessaram a lista de compras no Portal Transparência da Prefeitura. Na parceria mantida com o governo estadual, cabem ao município as despesas de manutenção da corporação.
A aquisição dos alimentos deverá ser feita em três pregões. São aproximadamente 21 toneladas entre arroz, feijão, macarrão, carnes, embutidos, legumes, verduras, frutas, doces, bolachas e outros itens como refrigerante, sucos e leite. O vereador afirmou que esses mantimentos deverão ser preparados na cozinha da unidade apenas em dias úteis, já que aos sábados e domingos são servidas marmitas.
Roy e o vereador Sidnei Ferrazoni (PSDB) estiveram em São Paulo, na semana passada, onde encaminharam as compras para verificação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), do Ministério Público Estadual e do Comando Geral do Corpo de Bombeiros. “Fizemos a denúncia e agora caberá a Justiça apurar. Se não estiver certo, que as providências sejam tomadas”, afirmou Roy.
Ele comentou que, apesar do reconhecimento do trabalho dos bombeiros pela população, esse volume de compras é inaceitável. Também afirmou que pretende visitar creches e escolas municipais para avaliar se a alimentação dessas unidades está sendo bem servida da mesma forma.
Na sessão de segunda-feira, o comandante do posto, o tenente Felipe Fernandes Kofler, se reuniu com os vereadores para prestar esclarecimentos sobre os alimentos. Ele informou que a lista elaborada pela corporação é feita com base em uma previsão de consumo anual para os 28 soldados. Além disso, explicou que é comum solicitar uma pequena quantidade a mais para evitar que faltem alimentos.
De acordo com a prefeitura, as empresas que vencerem os pregões fornecem os produtos de acordo com o consumo. O custeio dessas despesas se dá por meio da taxa de sinistro, que está embutida no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Já a remuneração dos bombeiros é de responsabilidade do governo estadual.
APAE
Roy Nélson relatou ter encaminhado denúncias sobre o funcionamento da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em Lins. Ele encaminhou as irregularidades à federação estadual responsável pelas unidades. O vereador disse ter recebido um abaixo-assinado que menciona assédio moral e salários atrasados.
O documento também acusa o administrador Marcos Alves Angotti de realizar empréstimo pessoal à entidade com juros altos. Para Roy Nélson, as irregularidades na Apae são “ações que podem ocasionar o seu fechamento”.









