O vereador Aparecido Correia da Silva (PMDB) disse que a proposta defendida por ele para a instalação de uma sala de atendimento da CPFL no Paço Municipal está próxima de ser acertada. A medida foi sugerida pelo vereador para centralizar os serviços à população depois que a empresa anunciou a mudança de suas operações para a subestação no Jardim Arapuã.
O assunto foi discutido numa reunião no dia 28 de agosto com o secretário adjunto de Energia, Ricardo Achilles, na qual também estiveram o prefeito Edgar de Souza (PSDB) e o vereador Mário Vieira da Silva (PSDB), mais conhecido como Ziza. No encontro, foi solicitado ao secretário intermediar o contato com a CPFL.
Segundo o vereador, Achilles já iniciou as conversações com a empresa. “Ele garantiu que está amplamente favorável para que Lins tenha esse atendimento centralizado”, comentou. “Essa mudança causaria muito transtornos aos moradores, porque não há linha de transporte coletivo direto para esse local”.
No entanto, houve críticas à possível cessão de uma sala à instituição privada. O vereador Rubão Massagista (PPS) disse não entender por que a empresa não pode instalar-se em um prédio próprio para esse atendimento na área central.
A crítica também foi feita pelo vereador Sidnei Ferrazoni (PSDB), que também acrescentou não ver motivos para essa parceria já que a companhia não investe em iniciativas sociais do município, como ocorre no caso da Sabesp.
Segundo Aparecido Correia, a CPFL não pode ser obrigada a manter esse atendimento no centro. “A prefeitura não pode esperar que o prejuízo fique com a população, por isso tem que se antecipar”, afirmou.
Os vereadores também comentaram a medida aprovada, em 2010, pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que transfere às prefeituras a responsabilidade pelos reparos na rede de iluminação pública. O governo federal determinou para fevereiro de 2014 o prazo para que a norma entre em vigor.
Os municípios questionam a proposta por não terem condições financeiras de executar esses serviços. Aparecido Correia e o vereador Durval Marçola (PTB) lembraram que um projeto para instituir uma taxa de iluminação pública chegou a ser encaminhado à Câmara para votação, mas foi retirado pelo prefeito Edgar de Souza.









