Na tarde desta terça-feira, (15), às 16h, o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) de Lins , João Bosco Fernandes de Castro Jr , junto com o Presidente da Câmara Marino Bovolenta Jr (PV) e o secretário de Saúde do Município de Lins, Dr. José Affonso Penha Jr.
Citaram suas posições sobre o Programa Mais Médicos do Governo Federal. João Bosco disse em suas palavras que em nenhum momento a classe médica foi contra a vinda de médicos para o Brasil.
Isso precisa ser desmistificado, a nossa posição é corporativista, não tem sentido dizerem que médicos não vão deixar outro médico vir para trazer saúde para a população, a forma anunciada pelo governo foi mal colocada.
Para o Dr João Bosco, Marino levantou a questão para ser discutida regionalmente e a mesma sensação que se teve no Brasil se teve aqui em Lins .
Não somos contra a vinda dos médicos, o que nos preocupa bastante é a forma que foi imposta pelo governo. Basicamente estão chegando três tipos de médicos: o médico que está desempregado, precisando de dinheiro, o brasileiro que não teve capacidade de entrar em uma faculdade brasileira e se formou lá fora e tentou passar no teste do revalida várias vezes e não conseguiu e por fim os cubanos. Ninguém contesta que cuba tem uma medicina de ponta, mas essa não é a que eles exportam. Hoje em dia a exportação de médicos cubanos é a principal fonte de renda deles, e eles formam um tipo de médico que é para atuar na África, América Central e em zonas de muito risco.
Esse tipo de médico tem uma formação muito fraca, é uma formação para exportação, para ganhar mercado e lucro para cuba.
São os médicos que atenderão a população mais carente do Brasil, médicos sem nenhum comprovante de conhecimento da área ou formação, já que 90% dos documentos enviados foram reprovados por se tratarem de Xerox ou em outras línguas sem um tradução autêntica
Os médicos brasileiros não querem ir a esses lugares por falta de estrutura de trabalho e é o que esses médicos estrangeiros encontrarão , essa é nossa preocupação ressaltou Dr João Bosco.
Marino, argumentou que a intenção do projeto era alertar a população, pois no início o prefeito Edgar já havia dito em viajem que a cidade de Lins não iria aderir ao projeto, mas mesmo assim o presidente da câmara Marino se viu na obrigação de expor a má formação dos médicos que virão ao Brasil.
O próprio Marino diz que sofreu muita oposição de seus colegas de câmara e cidadãos Linenses , mas que seu objetivo foi alcançado em alertar a população linense e da micro região. No momento que a classe médica e outras classes tomaram atitudes como a do Dr João Bosco presidente da (APM) e outros médicos da categoria, a retirada do projeto foi um ato pensado desde início já que se tratava de um projeto inconstitucional.
O secretario de saúde Dr Penha declarou que a posição do prefeito de não aderir ao projeto foi de agrado pois hoje na cidade de Lins não a falta de profissionais, ha 41 médicos na saúde publica e para o secretario é um numero excelente.
A saúde do município está em uma melhora em relação aos anos anteriores, a atual administração está investindo nos postos de saúde dos bairros para um melhor atendimento aos moradores.









