O presidente da Associação de Diabetes de Lins, Marino Cattalini, participou da sessão ordinária da Câmara Municipal, na segunda-feira, 11. Ele utilizou a tribuna para falar sobre a campanha nacional de detecção da doença e a importância do diagnóstico precoce. Marino apresentou as ações desenvolvidas pela entidade e respondeu às perguntas dos vereadores.
O tipo 2 da doença é o que mais preocupa os médicos, já que os sintomas demoram a manifestar-se. Os níveis elevados de açúcar no sangue podem implicar outros problemas, como lesões nos olhos, rins e coração. Esse tipo acomete 90% dos pacientes com a doença.
“Temos que batalhar para que a pessoa que é diabética saiba logo do seu diagnóstico, e uma vez diagnosticada, mantenha essas taxas de glicose sempre constantes no sangue”, explicou o médico.
Nesse caso, são necessários vários exames diários na ponta do dedo, com o auxílio de um aparelho, para monitorar a doença. De acordo com Marino, os pacientes são recomendados a mudar seus hábitos de alimentação, a praticar atividades físicas e a utilizar medicamentos quando necessário.
As causas desse tipo de diabetes variam, porém, um dos fatores de risco pode ser a junção de características genéticas com o excesso de peso. “É uma doença que exige um cuidado constante”, alerta.
O primeiro tipo é mais comum aparecer em crianças e adolescentes. Problemas no pâncreas impedem a produção de insulina. O diagnóstico torna necessária a reposição do hormônio pelo restante da vida, segundo Marino.
Ela estima que o município tenha 5 mil pessoas com diabetes, sendo a maioria do tipo 2. O cálculo é feito conforme a população de 75 mil habitantes. Ao avaliar o atendimento oferecido pelo município aos pacientes, Marino afirmou que houve um avanço nos últimos anos com a oferta de medicamentos.
No entanto, disse que a entrega de tiras para os testes de glicemia ainda é insuficiente. “Melhorou muito o atendimento, mas faltam especialistas na área pública”, apontou. De acordo com ele, muitas pessoas detectadas com a doença não recebem as orientações adequadas em unidades básicas de saúde. O médico sugeriu uma parceria do município com a associação para resolver a questão.
Neste sábado, dia 16, a entidade fará exames de detecção no pátio da Casa Hirata, das 7h às 12h. A ação também é realizada em eventos da cidade, com o apoio de empresas. O médico relatou que uma verba de R$ 5 mil, recebida do município no ano passado, teve de ser devolvida aos cofres públicos devido a apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo ele, faltaram orientações administrativas sobre como utilizar a subvenção para evitar problemas.









