Ocorreu nesta terça-feira (02), a reunião da ACAMOESP - Associação das Câmaras Municipais do Oeste Paulista nas dependências da Câmara de Lins. O tema deste mês foi o segmento da Saúde, sendo o orador oficial e representante do município, o secretario da saúde Dr. José Affonso Penha Júnior.
Logo no início da reunião, Orlando Zini presidente da associação afirmou que todas as reivindicações de melhorias serão encaminhadas ao governador do Estado e por isso é muito importante a participação dos membros do poder público.
Em sua fala, Dr. Penha relatou os desafios no setor da saúde, estando a cerca da alta burocracia nos procedimentos interno, a judicialização feita pelos pacientes e os poucos resultados por parte dos fornecedores isto por parte do poder público, pois segundo as estatísticas poucos brasileiros seguem o tratamento correto, a grande maioria nem se quer busca informação em relação às doenças ou preferem não buscar uma solução.
Citou ainda o Sistema Único da Saúde – SUS que passa por inúmeras irregularidades e para começar a corrigir este sistema, os pacientes devem ser tratados com equidade, ou seja, tratar o desigual com desigualdade a fim de priorizar e atender os casos mais graves de saúde em primeiro lugar. Isto segue o Princípio da Igualdade previsto na Constituição Federal.
Outra questão de melhoria está na forma de atendimento por hierarquia hospitalar, onde as cidades maiores passam a responsabilidade para as menores e ocorrendo alguma dificuldade, saberá a qual unidade recorrer de forma imediata. Esta forma deve ser atendida com mais disciplina.
Segundo ele, se os investimentos nesta área fossem maiores a população iria usufruir de serviços de alta qualidade. “O imposto de renda é mais arrecadado pela União e por incrível que pareça o município é quem mais devolve. Somente em Lins, foi investido 19% da receita estando acima do índice de 15% estabelecido pela constituição.”
Dentre outros dados apresentados, o secretário de saúde afirmou referente à estrutura de atendimento Lins/Região “temos três pronto-socorro em Lins Unimed, São Lucas e a Santa Casa que resolve 90% dos problemas do SUS. Tenho que contratar dois médicos do UPA com a jornada de 4h e a remuneração de R$1.000,00/hora, pois Ministério da saúde só encaminhará os recursos financeiros após o cumprimento dessa exigência. Este problema tem que ser discutido com a região, pois se o UPA for seguido nestes moldes o município corre o risco de quebrar a saúde de Lins. Na minha cabeça, teremos que funcionar como um pronto atendimento das 08h às 20h da noite, com apenas um médico. Esta é a medida que vou apresentar ao prefeito para ajudar a região sem prejudicar a nossa cidade”.
Os vereadores Rubão Massagista (PPS) e Solange Bom Viver (PMDB), entre outras autoridades, compareceram ao evento e questionaram as dificuldades enfrentadas pelo município.
O vereador e presidente da Câmara Dr. Marino Bovolenta afirmou que o ideal é trazer para a Santa Casa o respaldo do AME a fim de servir toda a população regional e destacou a descentralização dos serviços, sugerindo que cada cidade seja responsável por uma especialidade. “Sou testemunha de que a saúde linense melhorou notoriamente com a gestão do prefeito Edgar de Souza e o secretário de saúde Dr. Penha”, afirmou o presidente.
A próxima reunião será realizada no município de Uru, mas não tem uma data agendada.









