Durante a vigésima quinta sessão ordinária, fez uso da tribuna livre o Sr. Dr. Paulo Eduardo de Araujo Imamura, para falar sobre a “Síndrome Alcoólico Fetal”. Segundo Dr. Paulo, quando a mulher ingere o álcool na gravidez, o bebê passa a ter o mesmo nível de álcool da mãe, seria como se ele estivesse dentro de uma taça de bebida, podendo causar lesões que serão permanentes na criança, e também más formações fetais, em vários órgãos.
Dr. Paulo passou também algumas estatísticas de outros países que tem o controle desse problema e pode-se concluir que, na África, devido ao alto consumo de vinhos, aproximadamente 76 a cada mil bebês já nascem com algum problema. Na Itália a cada mil bebês mais de 120 nascem com problemas de desenvolvimento, e, na Rússia onde a Vodka é uma bebida bastante tradicional, de cada mil bebês, mais de 140 apresentam esses problemas de desenvolvimento. No Brasil não existem estudos oficiais sobre o fato, mas informalmente acredita-se que os números sejam maiores que os já citados.
O vereador Geraldo Correia (PT) questionou sobre algum calendário de atividades para ser elaborado nesse mês de agosto, mês de referencia da conscientização do não uso de álcool e drogas durante a gestação.
O médico informou que não há um cronograma adequado para prevenção, por isso a importância de divulgar sobre os fatos.
O vereador Juninho Soares "Partido Solidariedade" perguntou se há a possibilidade de, mesmo que essa criança se desenvolva normalmente durante a gestação, se pode apresentar problemas neurológicos no futuro.
Dr. Paulo respondeu que sim e acontece normalmente no inicio da fase escolar onde ela apresenta dificuldades para acompanhar os outros colegas de sala.
A vereadora Guadalupe Boa Sorte (PSDB) afirmou que esse assunto deveria ser mais divulgado e trabalhado nas UBS da cidade e outros postos de atendimento e pediu apoio do executivo para buscar soluções e minimizar os riscos em nossa cidade.
o médico informou que já existe uma lei que vigora em várias cidades do país onde alguns estabelecimentos, principalmente os que vende bebida alcoólica, são obrigados a colocar cartazes falando dos riscos e problema que poderá causar na vida dessas gestantes.
o vereador Diquinho (PMDB) trouxe a possibilidade de campanhas para conscientizar também os homens, pois se o pai for participativo na gestão da mulher o risco diminui bastante.
Dr. Paulo explicou que não somente o pai, mas toda a família deveria acompanhar toda a gestação da mãe.
O vereador Valdecir do Ponto Chic (PSD) parabenizou o médico pela iniciativa e informou que irá ajudar em toda e qualquer atividade voltada para que a população fique esclarecida sobre o assunto.
O vereador Rubão Massagista (PPS) perguntou sobre o quanto o uso do cigarro, ainda que passivamente possa afetar na formação do feto. Dr. Paulo explicou que o cigarro afeta na mesma proporção das demais drogas e concordou com o vereador sobre o fumante passivo que, se estiver no mesmo local de pessoas fumantes podem desenvolver os mesmos problemas.
A vereador Solange do Bom Viver (PMDB) perguntou sobre exames preventivos para identificar se o feto já está com problemas ou se poderá desenvolve-los futuramente. Dr. Paulo informou que existem pesquisas em outros países mais desenvolvidos, porém o Brasil ainda está caminhando para que esses exames sejam efetivos.
O vereador Aparecido Correia da Silva (PMDB) lamentou a falta das estatísticas no nosso país e indicou que, já que a nível federal não está sendo feito um trabalho muito profundo sobre o tema, o município deveria tomar a iniciativa e começar com essa inovação. O médico informou que p grupo direcionado para fazer esse estudo está sediado em São Paulo e a média alcançada primeiramente é dois a cada mil bebes com o problema, número qual ele acha particularmente inviável levando em consideração os números dos paises mais desenvolvidos.
O vereador Eduardo Cabeleireiro "Partido Solidariedade" perguntou se caso a mãe ingira muito álcool durante a gestação a criança também poderá se tornar alcoólatra no futuro. O médico informou que não há estudos que comprovem isso, porém no que desrespeito a outras drogas como craque ou cocaína há uma dependência inicial da criança que se mostra bastante agitada por alguns meses.
Finalizando, o vereador Dr. Marino Bovolenta Jr. (PV) agradeceu a presença do convidado e a Câmara Municipal de Lins já aprovou um projeto de conscientização desse problema tão grave que afeta toda a sociedade, porém essa lei não vem sendo cumprida como deveria. Falou também que concorda que esses números estatísticos obtidos no Brasil estão totalmente fora da realidade e afirmou que irá apoiar e promover palestras nas escolas e nos postos de saúde tanto em Lins como nas cidades vizinhas.









