Foi realizada na última terça-feira (13) a 33ª Sessão Ordinária de 2015 na Câmara Municipal de Lins. Durante a sessão, o vendedor, Sr. Mauricio Fernando Antunes Matheus fez uso da tribuna livre para falar sobre o Transporte de Ambulância Hepatite C.
Representando a ABPH, fez um breve histórico sobre a doença e informou que aproximadamente 3 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no Brasil. Ainda pior que a AIDS, a hepatite tem um índice de morte maior, devido à baixa divulgação da doença nas redes de comunicação.
A ABPH (Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite) está atuando em todo o país e oferece além de tratamento, exames gratuitos para os pacientes. Não menos importante, a associação é a principal fonte de informações no país e fazem um árduo trabalho na prevenção da doença através de palestras, cursos e propagandas em todos os canais de comunicação.
Por fim, informou que já existem medicações que podem curam a doença dependendo do nível de infecção, porém o valor do tratamento é extremamente alto e nem todos poderão ter acesso. Devido a esse alto custo dos medicamentos e a incerteza de uma cura em 100%, Mauricio afirmou que, o melhor remédio é a prevenção através de apoio para divulgação desse mal quase desconhecido pela população.
A vereadora Guadalupe Boa Sorte (PSDB) indagou o convidado quanto as principais dificuldades encontradas no município de Lins no que diz respeito à doença.
Mauricio respondeu que a dificuldade está principalmente nas pessoas que tem medo de realizar os exames, e a associação poderá mudar esse quadro através de manifestações onde as pessoas não precisarão se deslocar até os postos de atendimento, e sim realizar o exame nos locais onde estão sendo feitos os mutirões.
O vereador Aparecido Correia da Silva (PMDB) perguntou se acontece discriminação com portadores de hepatite C assim como ainda existe discriminação com portadores do HIV.
Mauricio respondeu que o preconceito apesar de ainda existir, diminuiu um pouco e que num passado não distante era se não maior, igual ao dos portadores de HIV.
A vereadora Solange do Bom Viver (PMDB) perguntou ao convidado sobre as dificuldades que ele encontra para fazer o tratamento da doença. Ele informou que já não encontra mais dificuldades e o tratamento no Brasil está bastante evoluído, por isso a importância de ter conhecimento o quanto antes.
O vereador Durval Marçola (PTB) perguntou sobre o transporte de ambulância e de que maneira a Prefeitura Municipal contribui para a locomoção dos pacientes.
O convidado informou que o município está contribuindo bastante para o transporte dos pacientes, porém pediu melhoras no atendimento dos postos de saúde da cidade.
O vereador Geraldo Correia (PT) indagou Maurício sobre o lanche oferecido pelo Poder Executivo durante o transporte dos passageiros. Maurício informou que quanto aos portadores de hepatite, o lanche não é servido, pois eles seguem uma dieta rigorosa com acompanhamento médico, porém ouviu dizer que em outros casos o lanche foi melhorado e os usuários estão bem satisfeitos.
O vereador Ziza (PSDB) perguntou se as unidades de saúde do município estão fazendo os exames de maneira eficaz a ponto de suprir a necessidade de deslocamento do paciente.
Mauricio afirmou que o município oferece a realização de exames, porém não de maneira completa. Alguns exames mais técnicos ainda não são feitos nos postos de saúde e a fila de espera é extremamente grande.
O vereador Dr. Marino Bovolenta Jr. (PV) finalizou falando que apesar da precariedade no serviço de atendimento da saúde, o principal motivo pelo alto número de mortes se dá justamente pela população que não busca fazer os exames e depois sofre com as conseqüências. Por fim parabenizou o convidado pela exposição e se deixou à disposição para auxiliar no que for possível.
Os vereadores Valdecir do Ponto Chic (PSD) e Diquinho (PMDB) elogiaram a atitude do convidado e o agradeceram pela presença.
Artigo 115
Fazendo uso do artigo 115, o vereador Roy Nelson (PR) falou sobre uma possível paralisação do programa Escola Para Todos. Esse programa oferece aulas de esporte, dança e de educação para jovens mais carentes. O programa também oferece atividades para os idosos, como natação. O projeto conta hoje com 1200 jovens.
O vereador queria esclarecimento sobre a informação que ele recebeu de que as atividades do programa seriam paralisadas e só retornariam em março de 2016, e pede para o prefeito rever seu posicionamento e manter as atividades do programa Escola Para Todos.
Roy Nelson informou que encaminhou requerimento no qual solicita R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) para a construção de uma ponta que irá interligar o barri bom viver à diversas cohabs e bairros. Ele também informou que os agentes comunitários estão sem receber e não tem previsão de quando irão receber.
O vereador cobrou do executivo os cinco bolsões que foram prometidos aos carroceiros, pois muitos estão reclamando.
O vereador Sidnei Ferrazoni (PSDB) fazendo uso da tribuna, acrescentou na informação do vereador Roy Nelson de que, além dos agentes comunitários não estarem recebendo os estagiários da prefeitura também não estavam recebendo.
Ferrazoni disse que as indicações feitas 50% delas eram para tapar buracos. Segundo o vereador, o prefeito já havia dito que não iria tapar buracos esse ano, a não ser que vendesse o terreno do circo.
Ferrazoni falou que o material da rampa de acesso, para deficientes, construída na ponte do Jardim Bandeirante custou R$ 1.000,00 (mil reais) e que isso deveria ser feito com os pedreiros da prefeitura, e não comprar material de plástico e caro.
Pequeno expediente
O vereador Diquinho (PMDB) durante a sessão mostrou um vídeo em que, em visita ao bairro Santa Terezinha e Anchieta, os moradores puderam mostrar a situação do local.
Segundo o vereador, são muitos os buracos na rua, impedindo o livre acesso dos moradores. Muitos precisam cortar caminho, pois carros, caminhões e ônibus não passam no local. O vereador pede para que a Secretária de Obras faça algo o mais rápido possível pelos moradores, que há mais de um ano sofrem com esse transtorno.
O vereador Sidnei Ferrazoni (PSDB) pediu para que o governo do Estado olhasse mais para Lins, pois a situação está difícil sem a ajuda do governo.









